Não gosto da palavra odiar
mas odeio a espera
desencontrada,
aquela que me altera o estar,
aquela que me atira o nada.
Agarrada ao frio do vento,
estive naquela tarde perdida,
na espera da imagem com que
me sustento,
neste cansaço de me sentir
bandida.
Deixo assim voar momentos
nossos
neste destino que nos marca,
choros carentes e devassos
desperdiçados na saudade que remarca.
Tenho de me calar,
sei que tenho de aguentar,
preciso de alto gritar:
por favor, deixai-me amar.
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