Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Puro


O Amor não é um tanto faz.
O Amor não é para dar jeito.
O Amor é dar para além do ser capaz.
O Amor é perder-se sem defeito.

Como anda raro o Amor puro,
o que forçosamente nos alucina,
o que esmaga a alma de tão impuro,
o que carinhosamente tanto nos fascina

Sou doente deste Amor assim,
que me veste do medo ardente.
Sou doente deste Amor, sim,
que cresceu deste modo simplesmente.


Quinta-feira, 7 de Março de 2013

Quero


Quero que fiques,
que não te arrependas,
que simplesmente arrisques
mas que nunca me prendas.

Quero que andes,
que não faças rodeios,
que simplesmente comandes
mas que nunca olhes a meios.

Quero que avances,
que não queiras recuar,
que simplesmente me ames
mas que nunca deixes de me regar.

Quero que sigas,
que não abandones a essência,
que simplesmente me digas
mas que nunca aceites a minha ausência.

Quero que percorras,
que não aceites a ausência,
que simplesmente me bebas
mas que nunca esqueças a essência.

Quero que ultrapasses,
que não permitas paragens,
que simplesmente me marques
mas que nunca largues as minhas margens.


Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Dança

Encontrei esta animação no Fb e achei um mimo.

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

#poeminuto 003


Que triste é não saber ser
apenas saber parecer,
que triste é parecer e não ter
ter sem se querer.


Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013

#poeminuto 002


Quero mimar-te até ao não acordar mais,
até o tempo parar de ser demora.
Quero mimar-te sem chegar ao jamais,
neste beijo que nos namora.


Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

A reinvenção do amor


A reinvenção do amor é iminente
para aqueles que dele padecem,
julgado nos olhos daquele que não mente,
suavizado pelas noites que jamais anoitecem.

A reinvenção do amor é urgente
para não deixar morrer o que germinou,
na captura da vida que realmente se sente,
na luta pelo que nunca terminou.

A reinvenção do amor é choro
dos que não sabem o que sentir,
do canto surdo do cego coro,
dos pobres da abundância de mentir.

A reinvenção do amor é fome,
da procura do sempre novo regar,
da mistura quente que nos consome
da sofrida importância do escutar.

A reinvenção do amor é decisão
para os que dele carecem de respirar,
é caminho singelo sem razão,
na difícil grandeza do amar.


Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012

A minha cor de cabelo é mais inteligente que a tua!!


A Ana Martins desafiou-me a escrever um texto cujo tema era a defesa das louras com um propósito que só descobrirão lendo o que escrevi ;-)

5 ruivas. 5 textos.

Descubram!

                http://anamartinscom.blogspot.pt/2012/12/em-resposta-mrp.html


Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Tempo Fechado


Abençoada a espera que não entendo
reluzida no meu corpo cansado,
aconchegando-me com o que não aprendo
perdida no leito ousado.

Abençoada a saudade que me torna amante
das amarras de almas presas,
do vento esculpido e provocante,
das âncoras de palavras acesas.

Abençoada a angústia que não repousa
abraçada na claridade do ventre,
que incendeia o que não ousa,
que desespera no que sente.

Abençoada a certeza de te ouvir por dentro
na fortaleza do desejo obscuro,
guardada na porta por onde entro
onde perco o que sempre procuro.

Abençoada a loucura de te querer
nesta troca que a vida finge,
na perdição a que te deixo sofrer,
da noite que ausentes nos tinge.

Funesto tempo fechado
que nos envolve num laço que arde,
unindo o nosso amor achado
vestindo-o num tão vagar cobarde.


Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

La Luna


Vi esta animação quando fui ver a anteestreia do Brave.
Um mimo!! :-)



Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012

Combate


Perante a falta do que me estabiliza
sinto-me cada vez mais acorrentada a incertezas
que me envenenam o sangre que agoniza
quebrando por terra todas as minhas fortalezas.

Tempos inglórios estes que nos massacram
deixando a alma simplesmente dorida,
num turbilhão de ventos que nos devoram
para nos deixarem cruelmente a vida sofrida.

Estou perdidamente seca de mim,
seca da esperança que me vestiu um dia.
Resta-me encontrar um fim
para não cair na falsa covardia.

Preciso abrir a janela da prisão
a que a minha mente me obrigou.
Tenho como consolo uma vil solidão
que o teu fascinante amor ainda não desligou.

Estou no meio de um combate desigual
daqueles que de horrores fedem
sem nunca haver memória igual
de tais coisas que me pedem.

Adormecida num monte de espera
carrego um fardo pesado demais.
Largo lágrimas que nem a confiança supera
para depois cair em dúvidas abismais.

Sonho queimar a chuva de injustiça,
combater a ainda... a ainda... medonha espera,
olhando para o teu olhar que me atiça,
que a minha alma arruinada recupera.


Terça-feira, 9 de Outubro de 2012

Meada


Pode uma meada cortar o medo
na estrada do frio perdido,
deixando a mágoa do fino dedo
segura no futuro ido?

Pode uma meada abraçar o desconforto
na língua de um sufocado grito,
alimentando a revolta do olhar morto
envolto em mármore escrito?

Pode uma meada prender a alma
na sala vazia da decisão,
criando o fardo da palavra calma
no arrasto do egoísmo da razão?

Pode uma meada acariciar a perda
no fogo da cega rebeldia,
acalmando o repúdio que deserda
a dança da esperança baldia?


Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

Quero a denúncia da fala


Quero a denúncia da fala,
no profundo silêncio que apunhala.

Quero a perdida estrada,
na curva da madrugada.

Quero o amargo do saber,
no doce colo do teu ser.

Quero a pele fecundada,
na jangada marcada.

Quero o entardecer apontado,
no beijo rudemente agitado.

Quero a saudade arrefecida,
na calçada da sala crescida.

Quero o grito da mágoa desgastada,
no rio da lágrima açoitada.

Quero o tempo achado,
na amarra do fio esticado.

Quero a coberta do quarto vazio,
no derramar do quente frio.

Quero o escaldar do amor ateu,
na veia brilhante do recanto meu.

Quero o beijo que o luar esqueceu,
no gelo da chama que desfaleceu.

Quero a boca aberta e derretida,
na lasciva seiva sentida.


Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012

#poeminuto 001


Apetecia-me o silêncio dos teus lábios. 
Aquele silêncio esmagador, 
de quando me beijas em momentos sábios, 
de quando me chegas à alma sem pudor.