Adoro a arte do origami e este anúncio usando só origamis fascinou-me...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Desassossego 3
É
na declaração desgarrada que o desassossego largo,
cansada
de te aguentar em tão pouco saber,
desgastada
do espaço repleto do negro amargo
na
queda louca do teu sincero receber.
Refugio-me
naquele recanto de encantos
que
tecemos devagar no singelo sentimento
do
desassossego partilhado no nosso canto
como
que guardado em poderoso derramamento.
Não
entendo a longa compreensão
do
desassossego que me embala os desejos.
A
tua voz não me larga a solidão
só
me sossega em renascidos beijos.
Sou
amante das tuas inquietudes
despedaçando
cada desassossego cruel
numa
roda livre de tímidas virtudes
abandonada
nos meus seios de mel.
Inventas
carícias que nunca fizemos
no
tecido da pele do desassossego
dos
corpos colados nas palavras que juramos,
nas
juras que nos embalam no calmo sossego.
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palavras
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Imitar vozes conhecidas usando Shakespeare
O imitador Jim Meskimen pegou na peça Julio César de Shakespeare e criou um espectáculo ao vivo usando vozes de personalidades conhecidas.
Vejam algumas das suas imitações.
Vejam algumas das suas imitações.
Eu gostei muitooooooooo
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Segue a minha mão
Não
consigo esperar mais.
Não
a consigo segurar.
É
mais forte que a minha razão.
Segues
o seu movimento com os teus olhos gulosos.
Reparas
na dança que faço no ar.
Mexo
a mão devagar.
Muito
devagar.
Imagino
tocar-te.
Aproximas-te
lentamente sem deixar de seguir a ponta dos meus dedos.
Travas
o seu movimento quando te toco no rosto.
Olhamos.
Olhamo-nos.
Trocamos
desafios com o olhar.
Deixo
descair a mão pela tua pele.
Recomeço
a dança dos dedos junto do teu peito.
Nu.
Despido.
Desprovido.
O
teu peito espera por mim.
São
as costas da mão que te tocam em primeiro lugar.
Sinto
o calor.
Cravas
o teu olhar conquistador nos meus olhos piedosos.
Viro
a mão e danço os dedos pela tua pele na breve escuridão da luz.
Estou
colada em ti.
Estou
misturada em ti.
Subo.
Subo
a dança dos dedos e toco-te nos lábios.
Cerrados.
Fechados.
Proibidos.
Recebem
o ritual de uma mão perdida.
Impedida,
demoro os dedos nos lábios que cobiço.
Prendes-me.
Levantas
a tua mão e aprisionas a minha.
Agora,
és tu quem dança em mim.
Segue
a minha mão, dizes...
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Brandi Carlile - Sixty Years on
Mais uma canção que descobri nas minhas procuras de novos sons para as playlists que tenho no YouTube.
Gostei muito desta versão ao vivo e da forma como a orquestra dá vida à música.
Gostei muito desta versão ao vivo e da forma como a orquestra dá vida à música.
Brandi Carlile - Sixty Years on - Live At Benaroya Hall With The Seattle Symphony
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sugestões musicais
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Folha
Sou folha da árvore que balança
perante a força do teu viajar.
És vento que ronda a aliança
e não se cansa de me testar.
Beija-me com as tuas aragens
como quem prende sem amarrar.
Roubas-me tesouros nas margens
porque te mostro o meu tentar.
Danço presa no ramo forte
sem me deixar despir.
Julgo colher tua farta sorte
nas veias escondidas do teu abrir.
Mutilo a vontade de fugir
como quem açoita a frágil criança.
Oiço gritos no profundo sentir
e só te quero alimentar a esperança.
Cortas-me o laço que me ligava,
e nos teus remoinhos consolas.
Choro pranto que duvidava
nesta angústia com que me violas.
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palavras
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Semy (Capitulo 040)
(Capítulos
anteriores: 001, 002, 003, 004, 005, 006, 007, 008, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 022, 023, 024, 025, 026, 027, 028, 029, 030, 031, 032, 033, 034, 035, 036, 037, 038, 039)
CAPITULO 40
A pedido de Jamie, Dave, Leo e Clive
apareceram na sala principal e estranharam o ar solene das três mulheres.
Muriel levantou-se e pediu:
- Leo, gostaria de
falar contigo em particular.
- Aconteceu al...
- É rápido.
- Está bem. -
respondeu intrigado.
Pegando-lhe na mão, Muriel levou-o para fora
da sala.
Dave não parava de olhar para Jamie. Na sua
voz de contrariado, avisou:
- Eu sou o senhor
deste castelo e como tal ordeno que me contes o que se passa imediatamente!
Jamie começou a comer entre um sorriso sem
ligar aos olhos azuis que a fixavam revelando uma crescente fúria. Desviou o olhar
e encontrou um Dave ameaçador. A sua resposta foi escolher o vinho a beber.
- Jamie Elmer, não
abuses da minha boa paciência! - Bateu com os punhos na mesa e gritou: - És a minha mulher e eu mando em ti!
- Mandas?
- Quero uma
resposta JÁ, senão...
- Senão o que
fazes?... Acalma-te. Dentro de minutos já saberás. Não sejas tão dramático. -
disse Jamie num grande sorriso. - Acordaste mal disposto hoje foi? Não notei...
- Não precisas
ficar assim.
- Não te metas,
Kate. Isto é só entre mim e a minha mulher. Tenho de te mostrar quem manda
aqui... Não tolero indiferença de nenhuma mulher! NENHUMA, ouviste?
Jamie olhou-o fixamente para depois suspirar
reprovadoramente com a cabeça.
- Dave, eu sei que
tudo ficará esclarecido. - insistiu Kate a medo.
- Clive, controla a
tua mulher.
- Ainda não entendi
o que se passa.
- O problema,
Clive, é que o teu amigo gosta de saber tudo que se passa neste lugar e agora
está perdido.
Dave aproximou-se dela e enterrou o punhal
com veemência na madeira.
- Ele está muito curioso.
- murmurou Jamie para Kate. - Já viste? E pensa que me mete medo.
- Jamie... tu não
me provoques.
- Calma. Só peço
para teres calma.
À beira do limite da tolerância, Dave
levantou-se e caminhou em direcção à porta por onde tinham saído Muriel e Leo.
- Não faças isso!
- Quem és tu para
mandar em mim? - respondeu ao parar.
- Ninguém... -
respondeu Jamie a cortar uma peça de fruta.
Quem fazia tudo por compreender o que se
passava, era Clive. Assistira à troca de palavras com uma cara de curiosidade.
Quando ia de novo perguntar a razão daqueles gestos e atitudes, Kate fez-lhe um
sinal para que se calasse. Prontamente, atendeu ao pedido da mulher.
Nesse momento, a porta da sala abriu-se e
dela surgiram Leo e Muriel. A felicidade radiava e iluminou a sala. Com Muriel
nos braços, Leo beijava-a sem parar.
- Vou ser pai,
Dave! Eu, PAI! Sou o homem mais feliz do mundo! Mano... vou ser pai!!!!!!!
Dave virou-se rapidamente e encontrou o olhar
de Jamie que sorriu levantando o sobrolho. O seu rosto mostrava também uma
clara desaprovação dos modos exagerados com que a bombardeara anteriormente.
Constrangido, Dave aproximou-se e ajoelhou-se.
- És um pateta!
Para quê tantas ameaças de senhor todo poderoso? Até parece que não me
conheces...
- Perdoa-me.
Exagerei.
- Pois exageraste.
Não cabia a mim contar a novidade. - prosseguiu beijando-o. - Estava a ver que
tinha de te prender para não fazeres uma asneira.
- Sabes que não
gosto de segredos entre nós.
- Eu sei. Mas
confesso que estava a gostar de ter enfurecer...
- Percebeste agora,
Clive? Não queríamos revelar a novidade. - declarou Kate.
- Muitos parabéns!
O meu amigo vai ser pai!! Uau! Estou feliz, muito mesmo.
- Obrigado, Clive.
Eu ainda não acredito. Foi a melhor prenda de anos que me podiam dar. - afirmou
Leo a olhar para Muriel.
- Vamos festejar!
Este dia vai ficar na história de Semy. Estou... estou feliz! - propôs Dave
enchendo todos os copos com vinho. - Meu irmão! - E abraçou-se a Leo.
- Não vais chorar,
pois não?
- Quem, eu?!! Um
Elmer não chora! - respondeu Dave entre uma gargalhada. - Vais parar de
trabalhar.
- Como?! Nem
pensar! Não vou conseguir ficar sem fazer nada.
- Leo...
- Não posso
contrariar a minha mulher, Dave. Agora não posso.
Um toque na porta sobrepôs-se às palavras de
felicidade. Os olhares de todos assistiram à entrada de Lann.
- Anda cá, Lann.
Apareceste na altura ideal para festejar. Vem festejar connosco.
- Festejar?
- Semy vai ter um
primeiro herdeiro. Vou ser pai, Lann! Pai! Não é uma maravilha?
- Os meus sinceros
parabéns.
- Alguma vez me
imaginaste nesse papel?
- Não.
- O que se passa
Lann? - inquiriu Dave.
- Trago-vos uma
notícia menos agradável.
- Dan Tolos vem a
Semy. - interveio Jamie quebrando o silêncio. A sua expressão tornara-se
preocupante.
- Sim,
precisamente.
- Não. - murmurou
Dave.
- Ele encontra-se a
pouca distância do castelo. Mas não traz escolta.
- Porque será que
esse homem tem o dom de estragar os momentos felizes? - resmungou Leo.
- Que faço, senhores?
Mando fechar os portais e colocar a guarda em alerta? Ordem de ataque?
- Deixa-o entrar.
Mas quero a guarda alerta e preparada para o travar ao mínimo gesto suspeito. -
ordenou Dave. - Quero os homens prontos em todos os cantos da cidade. Nós vamos
recebê-lo à entrada do castelo.
- E eu que estava
tão feliz... - murmurou Muriel.
Jamie afastou-se. O medo incentivava as
batidas do coração nos ouvidos. Era uma dor sem dor que lhe apertava o peito.
Será que teria de passar por tudo novamente?
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Semy (livro)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Quando me ausento de ti
Quando me ausento de ti adormeço,
caio nesta cama sem existência
como que enfeitiçada de uma vida
que insiste encher-me de demência.
A privação de ti acorda-me,
desta vida sem graça que se arrasta,
numa rua cheia de tudo e carente da tua criatura,
numa chuva surda, parida e casta.
As palavras que oiço de ti vestem-me
de fogo que não sei parar.
Ajuda-me, acode-me porque só te sei gritar
para este teu respirar de amar.
Leio em cada silêncio o escrito de ti,
como se de lei e confiança fossem vestidas
as palavras que não consegues dizer,
mas no teu olhar são pedras perdidas.
Beijo cada infinito pedaço de ti,
selando cuidadosamente um fugidio caminho
que construímos sozinhos sem saber,
sabedores do dom do perfeito carinho.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Há videos que me deixam de boca aberta...
... e este foi um deles.
A qualidade da imagem e a categoria do preto e branco faz deste video um video fantástico!
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Desassossego 2
Neste
mar de desassossego com que reinas nas minhas ondas,
és
tempestade que amaina meus ventos ferozes,
jugular
perdida de saudades moribundas,
calma
que exalta a minha alma de vozes.
Abraças-me
no desassossego da tua frágil carência,
nos
passos que dás para me acalmares como só tu sabes,
perito
no esconder da tua rica abundância
aquela
que me engrandece e que não quer que acabes.
Nos
corpos juntos e afastados pela vida,
choramos
momentos e em sonhos sangramos,
esquecemos
tormentos e beijamos a pausa atrevida
no
desassossego do coração que partilhamos.
Ávidos
de promessas que tanto fazemos agarrados,
não
deixamos esquivar o que tão bem precisamos.
Em
desassossego insolente, corremos vestidos mas rasgados,
nas
ruas das vidas dos outros e por fim descansamos.
Neste
retorno ao passado que jamais pensei voltar,
roubo
de ti o desassossego na entrega poderosa,
chorada
e louvada nas recusas de simplesmente aceitar
mais
uma vida vazia, plana e nunca calorosa.
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