segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sem medo vou gritar


Deixas-me incompleta no cimo do monte,
banhada pela tua forçada falta.
Revogo sinais que entrego ao horizonte
nas preces que engulo nesta saudade que salta.

Fecho-me num abraço que me protege
do vento que veste em vão
a esperança de te possuir, herege,
no pecado santo deste fraco coração.

Ajoelho-me num peso de um choro
que não sai mas que me afoga por dentro
e que renasce em silêncios que adoro
no seio da recordação o teu centro.

Agito o peso dos cabelos no bailar
descontrolado na crescente vontade
de demandar em carícias do tocar
e de me completar com a tua metade.

Pondero se te marco ou se te intrigo.
De peito aberto e rasgado, mas sem medo vou gritar
que me sinto demente no meu perigo
e que só repouso quando dominada te beijar.


(poema criado a partir de uma sugestão com a frase 'De peito aberto e rasgado, mas sem medo vou gritar')

domingo, 29 de maio de 2011

Uma pergunta para pensar - 00040

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desaguas em mim

Repouso suavemente a mão no limiar da água que me banha
no conforto dos teus silêncios,
aqui,
ao meu lado.
Desaguas em mim,
a tua cobiça
que se viciou na minha pele.
Respiro colorida os teus credos medos,
e lavo-os devagar,
filtrando a agonia,
acrescentando harmonia.
Desaguas em mim,
engolindo as preces dos meus olhos,
num beijo corrompido de vicio,
no pesar desejo de amar.
Movo-me nas águas que me secam para te receber,
no ritual de te querer e não querer,
no sacrilégio de te ter e não ter.
Desaguas em mim,
infiel ao tempo que te mantém cativo,
sedutor ao afecto que derramas em cada segundo,
na minha pele,
no meu ventre,
na minha alma.
Segredo ao teu ouvido
as palavras que descem intimas,
conhecedoras dos teus caminhos,
sabedoras da tua firmeza,
encharcadas de mim.
Desaguas em mim,
as fantasias da tua realidade,
que apertas contra ti,
esmagando o medo de me perderes.


(poema criado a partir de uma sugestão com a frase 'Você desagua em mim')


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Estou

Estou branca
de águas com que sonhas banhar-me.
Estou negra
de despojos inférteis de atenção.
Estou vermelha
do sangue dos beijos arrancados.
Estou verde
de folhas que cobrem a pele de arrepios.
Estou amarela
da luz do teu sol do horizonte.
Estou azul
dos teus olhos de perdão.
Estou castanha
dos braços ramais que me rodeiam.
Estou rosa
dos teus lábios sedutores.
Estou cinzenta
das escritas que nunca escreveste.
Estou colorida
do teu corpo colado ao meu,
suado ao meu,
unido ao meu,
rendido ao meu,
adormecido
no meu.

sábado, 21 de maio de 2011

Selinhos






Ora bem foi a menina Marta do blog MinisTremocos&SaltosAltos que me explicou isto dos selinhos e que me deu um :-)

Cá estou eu a dar os meus 12 selinhos...

Barca do Pescador -
http://abarcadopescador.blogspot.com/
Casa das Histórias Mágicas -
http://casadashistoriasmagicas.blogspot.com/
Alma de Vento -
http://alma-de-vento.blogspot.com/
Letra Pequena -
http://letrapequenaonline.blogspot.com/
MinisTremocos&SaltosAltos -
http://ministremocosesaltosaltos.blogspot.com/
Things We Forget -
http://thingsweforget.blogspot.com/
Ben Heine -
http://benjaminheine.blogspot.com/
Juan-Carlos Hernandez - Life Photographer -
http://juancarloshernandezphotographe.blogspot.com/
Traços & Histórias -
http://tracosehistorias.blogspot.com/
O amor é um lugar estranho -
http://amorumlugarestranho.blogspot.com/
Dicionário Visual -
http://visualdicionario.blogspot.com/
Urban Sketchers Portugal -
http://urbansketchers-portugal.blogspot.com/

As regras deste selo são:
Agradecer à pessoa que o ofereceu.
Escrever um post sobre isso.
Oferecer a 12 blogs com os respectivos links desses blogs.
Avisar os autores dos blogs que foram galardoados com mais um mimo :)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Semy (Capitulo 031)

(Capítulos anteriores: 001, 002, 003, 004, 005, 006, 007, 008, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 022, 023, 024, 025, 026, 027, 028, 029, 030)


CAPITULO 31

A cidade de Nastro vivia entre uma floresta e uma grande planície. E foi à floresta que o grupo de Semy chegou. Desmontaram e esconderam os cavalos numa gruta na encosta de uma das montanhas que formavam o vale, vale esse, parcialmente escondido pela vegetação. Clive e Leo conheciam bem aquele esconderijo, perfeito para os cavalos. Em garotos, era o seu sítio de refúgio. Ali, imaginavam grandes epopeias, onde, sendo os heróis, derrotavam os mais perigosos inimigos. E foi também para ali que trouxeram as primeiras conquistas femininas. Ninguém conseguiria descobrir as montadas.
Naquele local, os dois guardas vestiram-se de mulheres e prosseguiram a caminhada pela floresta.
Quando chegaram ao fim da vegetação abundante depararam com os campos de culturas de Dan Tolos. Poderia dizer-se que a sorte estava do seu lado. Espalhadas pelos campos, inúmeras carroças pareciam estrategicamente colocadas para a realização do plano de Dave. O único obstáculo aparente seria o contacto com os escravos.
Surgiu a altura das falsas mulheres entrarem em acção. Sorrateiramente e fingindo que cortavam as plantas, os dois guardas entraram nos campos e chegaram junto de um dos antigos servidores em Semy. O escravo reparou que aquelas criaturas eram desconhecidas. Sem rodeios, os guardas relataram resumidamente o que se passava. E esperaram pela reacção. Curioso e cheio de esperança por se vingar do seu amo, o homem acedeu em ajudar.
Alguns habitantes de Nastro notaram um entusiasmo raro no seu senhor temeroso. Os guardas que o tinham acompanhado até Semy rapidamente trataram de esconder o cadáver de um dos seus companheiros mortalmente ferido na cidade vizinha. A guarda na cidade tinha sido reforçada e estava em alerta. O povo sabia que algo de estranho se passava no ar. Mas o medo constante impedia perguntas e escondia olhares.
O escravo não sabia qual seria o seu papel, todavia, ofereceu-se imediatamente. Seguro na confiança daquele homem, o guarda de Semy revelou-lhe o plano. Feliz pela hipótese de voltar para a sua cidade natal, o escravo escutou com a máxima atenção. Disfarçadamente, avisou os outros escravos. Mas estes não poderiam demonstrar a sua alegria devido à vigilância de dois cavaleiros acabados de surgir nos campos. Os sorrisos e os acenos de cabeça eram os sinais de que ajudariam até ao último instante.
Ao reparar nos guerreiros negros, Dave deixou escapar o seu descontentamento.
- Aqueles homens vão atrapalhar todo o plano! - resmungou deitado por entre a vegetação. - Estava tudo a correr tão bem...
- Acalma-te. Tudo se vai resolver. São apenas dois. - disse Leo ao seu lado.
- Temos de nos livrar deles. Cada minuto que passa só me faz pensar no que estará aquela besta a fazer às nossas mulheres... a Jamie...
- Temos de esperar pelo momento certo de serem eliminados...
Apercebendo-se dos guerreiros que vigiavam o trabalho dos escravos, as duas falsas mulheres levantaram o olhar em direcção à vegetação onde se encontravam os homens de Semy. Em dois gestos, Dave indicou-lhes o que deveriam fazer.
- Espero que se despachem a eliminá-los sem serem descobertos. - declarou Leo.
- Quanto mais tempo passar, mais tempo Dan terá Jamie nas suas mãos... Que o poder dos Senhores do Céus caia sobre ele! Aquele monstro... não é meu irmão... - sussurrou sem que Leo se apercebesse.
Pouco depois, os guardas de Semy aproximaram-se dos vigilantes. Num gesto repentino, tiraram-nos dos cavalos e espetaram no peito o punhal que traziam escondido nas botas. Os corpos caíram no chão e ficaram ocultos pelo trigo abundante. Com a ajuda dos escravos, os homens de Semy retiraram a roupa oficial dos guerreiros de Dan Tolos. O mais rápido que podiam e sem que os guardas da fortaleza de Nastro notassem a falta dos cavaleiros, as falsas mulheres trouxeram os cavalos castanhos e as roupas para junto dos seus senhores e colegas.
Felicitando-os pelo sucesso da operação, Dave começou a vestir as roupas negras. Mesmo a seu lado, Leo vestia o outro trajo. Prontos para ocuparem os lugares vagos, ajeitaram os elmos.
- Vamos aparecer no meio do campo para que os guardas não dêem pela falta dos vigias. Os restantes irão rastejar escondidos pelo trigo até junto das várias carroças que estão espalhadas. Nós estaremos perto para vos cobrir e dar instruções. Clive, ficam todos ao teu comando. Guia-os bem. - explicou Dave montando num dos cavalos. A seu lado, Leo esperava pelo início da dissimulação.
Calmamente, os dois colocaram-se junto de uma das carroças e o homem encarregado da mesma sabia que uma troca tinha sido feita na identidade dos guardas. Dave indicou-lhe o que teria de fazer. Cumprindo as ordens, o escravo avisou os outros e todos começaram a apanhar o muito trigo dos campos de culturas perto dos locais onde Clive e seus homens se encontravam deitados. Sempre que completavam um fardo grande, pegavam nele e transportavam-no para os veículos de madeira. Chegava então, a altura de dois homens se esconderem por detrás do fardo enquanto que os escravos o carregavam para a carroça. Uma vez nela, escondiam-se por baixo dos vários fardos que iam surgindo. Fardo em fardo, os carros pequenos e grosseiros enchiam-se de guardas de Semy. Quando uma carroça continha dez homens, afastava-se do local e dirigia-se para o interior de Nastro.
Agradecendo aos escravos, Dave e Leo afastaram-se acompanhando a última carroça onde ia, entre outros, o seu amigo Clive. Nenhum dos guardas que se encontravam no portal da muralha se apercebeu da diferença nos seus colegas.
Depois de uma breve verificação, passaram pelo portão principal da cidade e subiram em direcção ao castelo. Sem dúvida que a guarda estava em alerta. Não seria fácil sair daqui. Teria de esperar que os restantes homens de Semy aparecessem na hora certa e com o sinal combinado.
Dave olhou para a torre principal do castelo. Era lá que Dan estaria com Jamie, Kate e Muriel. Sentia que o perigo estava com Jamie, apenas com ela. Era a sua mulher que Dan queria. Mais ninguém. Tinha de manter a calma para que o resto do plano desse certo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Não te assustes

Não te assustes se eu me tornar brisa
para te acariciar o rosto.
Não te assustes se eu virar Lua
para guardar os teus segredos.
Não te assustes se eu me tornar noite
para te depositar os beijos prometidos.
Não te assustes se eu virar balão
para te puxar as vontades.
Não te assustes se eu me tornar vinho
para sentir os teus lábios.
Não te assustes se eu virar lágrima
para te limpar as raivas.
Não te assustes se eu me tornar terra
para receber a tua semente.
Não te assustes se eu virar onda
para te tocar em cada encontro na praia.
Não te assustes se eu me tornar tinta
para escreveres um poema.
Não te assustes se eu virar folha perdida
porque navego no teu vento.
Não te assustes se eu me tornar no tempo
para te decidir o futuro.
Não te assustes se eu virar espera
porque tens de me conhecer.
Não te assustes se eu me tornar pedra
para te sentares quando estás sem forças.
Não te assustes se eu virar nuvem
para te decorar o céu que admiras.
Não te assustes se eu me tornar fome
para que me alimentes.
Não te assustes se eu virar momento
porque preciso do teu instante.
Não te assustes se eu me tornar espelho
para te ver duas vezes.
Não te assustes se eu virar lenda
para me leres curioso.
Não te assustes se eu me tornar esperança
para te ver feliz.
Não te assustes se eu virar água
para deslizar pelo teu corpo.
Não te assustes se eu me tornar beijo
para nunca me esqueceres.
Não te assustes se eu virar floresta
para te confortar no silêncio.

Não te assustes se eu for simplesmente quem tu sonhaste.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Gasto-me

Olho-me e só me vejo gasta por ti.
Fervo no vermelho do sangue da raiva que me
provocas,
devoras,
derrotas.
Não tenho espaço para o teu novo perdão.
Sou consumida pela sina que
criaste,
cravaste,
sugaste.
Assassinaste o meu corpo
no dia que me
tocaste,
beijaste,
amaste.
Vestiste-me de novo com o frio do vazio,
e dispensas-me quando me tens entranhada em ti,
amarrada,
desejada,
chorada.
Tiveste tudo enquanto outros tiveram nada,
e abriste as mãos, e eu,
senti-me areia,
senti-me terra,
senti-me água,
que cai em pedaços perdidos.
Agora sou os pregos que te cravam no coração.
Agora sou quem te rasga e te atira ao inferno.
Agora sou demónio que te atormenta.
Agora sou o fogo invisível que te queima.
Esta é a minha raiva.
Este é o meu choro.
Este é o meu lamento pela tua cobardia.
Ainda não é tempo.
Continuo a tentar aprender-te.
Dois corações que batem juntos assim,
vergam-me,
acalmam-me,
rendem-me,
gastam-me...

sábado, 14 de maio de 2011

A Máquina

Quando encontro canções que vestem o meu estado de espírito... arrepia-me.
Esta VESTE-ME em pleno por estes dias...









Amor Electro - A Máquina




Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz
,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é meu,
E cedo, vou saber
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
Sentir e não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.
Rasguei o teu perdão
,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir,
A viagem começou,
Porque este amor é meu
E cedo vou saber,
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou.
Deixou de tocar,
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é teu,
E eu já só vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Semy (Capitulo 030)

(Capítulos anteriores: 001, 002, 003, 004, 005, 006, 007, 008, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 022, 023, 024, 025, 026, 027, 028, 029)




CAPITULO 30

- Foi esperto... Muito esperto. Ele sabia que ninguém o esperava de noite e conhecia bem o estado do portal da fortaleza. - declarou Leo sentado na sua cadeira da sala principal. - Não acreditámos que fosse capaz de nos desafiar desta maneira... Foi longe demais.
- Agora, CHEGA!!! - gritou Dave dando um murro na mesa. - Ele quer guerra, pois guerra terá. Chamem todos os homens disponíveis. Imediatamente! - Virou-se para a lareira. Pensou um pouco e esticando o braço, pediu: - Não! Esperem.
Os guerreiros antes de fecharem a porta ainda ouviram a voz forte do seu senhor e voltaram rapidamente para junto da grande mesa. Leo e Clive esperavam com curiosidade o que ele iria dizer.
- Acabei de pensar numa resolução vantajosa para o nosso lado e que ele não vai estar à espera. Vamos ser nós a surpreendê-lo também. Lann, escolhe os trinta melhores elementos da nossa guarda e trá-los aqui. Depressa!
- É para já!
Lann e os guardas abandonaram a sala.
- Qual é a tua ideia? - indagou Clive aproximando-se de Dave.
Este, que olhava para as chamas da lareira, desviou o olhar e encarou os dois com uma expressão de satisfação.
- Dan está à espera de um ataque em massa das nossas tropas assim que nós soubermos do rapto. E é precisamente o que não iremos fazer. Vamos deixá-lo na expectativa do momento ideal do ataque. Isso vai atormentá-lo e muito. É simples o meu plano... - Depois de uma pausa prosseguiu. - Vamos entrar em Nastro disfarçados de mulheres, escondidos em carroças.
- O quê???? Como? - exclamou Leo - Nós somos altos demais para passarmos por mulheres. E onde vamos arranjar carroças suficientemente grandes sem que os guardas notem diferença? Não sei onde é que está a simplicidade deste...
- Poderemos confiar nos escravos que estão em Nastro.
- Não estou a ver como este plano possa dar certo baseado nessa tua grande certeza!
- Se o medo for maior que a disponibilidade da ajuda diremos que se nos meterem dentro da cidade, regressarão a Semy. Daremos essa garantia. Acredito que não existe medo algum que resista a uma proposta dessas. Lembrem-se de que a época de colheitas ainda decorre em Nastro... circulam carroças pelos campos... Preciso acrescentar algo mais para vos convencer?
- Bem pensado, Dave. - disse Clive - Já estou a entender... Eles trarão as carroças para perto de onde nos escondermos e nós metemo-nos lá dentro. Plano genial. E para o primeiro contacto com os escravos vestimos um ou dois guardas mais pequenos com roupas de mulher.
- Exactamente.
- Não sei... continuo com dúvidas... Existem muito poucos homens pequenos na nossa guarda. Não sei se serão muito convincentes no papel de mulheres se passarem por algum guarda de Dan Tolos.
- Leo, devem existir pelo menos dois! - contrapôs Clive.
- Até parece que não sabes quem tens na guarda. Eu conheço cada um deles. Sei bem o que farão por elas.
Nesse momento a porta da sala abriu-se e entraram mais do que os trinta guardas pedidos por Dave.
- Mas que rapidez na escolha...
- Quando saí da torre encontrei o pátio cheio de voluntários. - explicou Lann. - Não precisei de ir mais longe. Todos querem o bem desta cidade e de seus senhores. Esta cidade gosta muito das noivas de vossas senhorias.
Os Elmer agradeceram e explicaram o seu plano inclusive a etapa do reforço de tropas após a entrada em Nastro que seria fundamental na fase da fuga da cidade.
Os guardas concordaram.
- Vamos a isto senhores que não podemos perder tempo. - disse Dave pegando na sua espada. - O dia está a nascer e já temos luz para o caminho.
.. Enquanto que Lann ficou a preparar o grupo de guardas que os iriam ajudar na fuga no final do assalto a Nastro, os Elmer e seus homens abandonaram Semy.
De coração apertado, cavalgaram através do longo e largo vale que ligava as duas cidades. Uma breve brisa passou por todos agitando-lhes as capas e cabelos. Na sua forma simples, desejava-lhes sorte.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Não sou princesa

Não sou a princesa que no teu secreto ser chamas,
sou apenas um ser que precisa voar para ter terra onde pousar.
Sou folha, sou seiva, sou o corpo que clamas,
neste desejo que o teu amor nunca ousou ousar.

Néctar que me consomes na verdade da fantasia,
naquela verdade que só nós os dois queremos,
no crepúsculo de um dia que cresce em demasia,
não nos dando espaço para o amor que fizemos.

Na tinta que derramámos, no soalho de escrevemos,
com os corpos desnudados de instantes medos,
partimos em céus distantes e, assim, devemos
momentos que nos afastam dos cruéis rochedos.

Capitão pirata que comandaste meus mares,
nas tempestades que não soubemos domar.
Caíste nos meus braços que te travaram de agitares
as cordas que atirei sem saber te amar.

Jogámos em batalhas de completa destreza.
Foste corsário dos meus beijos e, eu, fui pirata das tuas fantasias,
presa às carícias que nos enrolaram nas ondas de esperteza
de tempos que prendemos na pele de danças cortesias.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gueixa marciana

Tenho um certo fascínio pela cultura japonesa e sempre tive vontade de, um dia, vestir-me de gueixa.
Daí que lembrei-me de desenhar uma gueixa marciana lololololololololool
Sou doida, sim, eu sei. E ainda bem!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Olhos nos olhos

É no silêncio da resistência dos nossos pensamentos que nos unimos, testa a testa.
Não queremos saber de mais nada.
Só queremos navegar no céu dos nossos desejos,
calmos,
furiosos,
perdidos,
satisfeitos.
Choro o silêncio que tu limpas com o teu olhar,
olhando-me na alma,
limpando-me,
acariciando-me,
renascendo-me.
Tiraste pedaços de mim.
É no teu olhar que os devolves,
indefeso,
suplicante por perdão.
Beijo-te,
desenho-te com o meu rosto,
e,
olho-te nos olhos.
O nosso amor é o fácil do difícil,
o futuro do passado,
a certeza da incerteza.
Como podemos falar
se
olhos nos olhos
dizemos tudo?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Talking to the moon

Este miúdo vai longe...


Bruno Mars - Talking to the moon

domingo, 1 de maio de 2011

M

Dás-me tudo e o além de tudo,
e eu não consigo escrever palavras que senti
sem ser injusta para o que desejo dizer
na pequenez do que ainda tenho de aprender de ti.

Mãe, onde irei eu ficar quando um dia te ausentares,
naquela ausência forçada dos meus sentidos?
Sei que então apenas posso ver-te brilhar
nas memórias que guardarei dos momentos aplaudidos.

Nem mil vezes serão suficientes para dizer
que continuo a lutar para te dar muito mais cada dia,
e sei que vou no bom caminho, aquele se me ensinaste,
aquele que percorro convicta da certeza mas que por medo escondia.

Estou zangada com esta alma que não sabe ainda
demonstrar todo o amor que te tem e que te oferece,
em cada choro, grito, lamento, sorriso e abraço,
e que procura saber, dia após dia, como ele amadurece.

Eu sei que os sonhos se realizam,
e tu és digna do sonho que tanto pedes.
Ai pobre de mim criatura que não consegue
dar-te um pedaço desse sonho que tanto mereces.

És grande.
És uma mulher com M grande.
És uma mãe com M grande.
És minha.
Serei eu digna de ti?


(adoro-te mãe... vénia profunda)



Uma pergunta para pensar - 00035