banhada pela tua forçada falta.
Revogo sinais que entrego ao horizonte
nas preces que engulo nesta saudade que salta.
Fecho-me num abraço que me protege
do vento que veste em vão
a esperança de te possuir, herege,
no pecado santo deste fraco coração.
Ajoelho-me num peso de um choro
que não sai mas que me afoga por dentro
e que renasce em silêncios que adoro
no seio da recordação o teu centro.
Agito o peso dos cabelos no bailar
descontrolado na crescente vontade
de demandar em carícias do tocar
e de me completar com a tua metade.
Pondero se te marco ou se te intrigo.
De peito aberto e rasgado, mas sem medo vou gritar
que me sinto demente no meu perigo
e que só repouso quando dominada te beijar.
(poema criado a partir de uma sugestão com a frase 'De peito aberto e rasgado, mas sem medo vou gritar')












