segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Semy (Capitulo 027)

(Capítulos anteriores: 001, 002, 003, 004, 005, 006, 007, 008, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 022, 023, 024, 025, 026)

CAPITULO 27

- Será mesmo amor o que Dan sente por mim?
Dave manteve-se calado.
- Ou será apenas o desejo de um troféu?
- Não sei, Jamie. - Dave passando com a mão pela cara e cabelos visivelmente incomodado. - A minha raiva não me deixa pensar como deveria.
- Nem eu. - respondeu a jovem que repousava entre as pernas de Dave. Este, sentado num dos montes de almofadas, acariciava-lhe as mãos. Os dedos de ambos serviam de brinquedos momentâneos.
- Nunca senti ódio por ninguém como estou a sentir por ele. Só que eu fiz uma jura a meu pai... mas estou prestes a quebrá-la.
- E se isto do Dan for apenas uma fase?
- Como assim?
- Ele pode pensar que sente algo por mim mas no fundo ser apenas uma vontade de experimentar um tipo diferente de mulher, uma novidade. E com o tempo acabará por passar...
- Não acredito. Nunca vi Dan Tolos assim. Fez muitas loucuras mas nada como o que anda a fazer.
- Vocês cresceram... juntos?
- Não. Não propriamente. Por sermos de reinos vizinhos tivemos de conviver ao longo dos anos. Crescemos, cruzámos muitas vezes as nossas vidas, todavia... continua a ser um enigma para mim o seu viver. Foi sempre uma pessoa complexa, rebelde e, acima de tudo, malicioso em todas as atitudes que tomava. Creio que houve poucas ocasiões em que fosse bondoso, complacente e justiceiro. Herdou muito pouco de meu pai. Criou um mundo fictício à sua volta com todos os modos e leis de sua autoria. Sempre pensou dominar Semy quando o meu pai faleceu. Mas aí conheceu os seus maiores opositores: nós. Então, tornou-se cada vez mais impiedoso e cruel. Pensa que dessa maneira prova que é o mais poderoso deste país. Está sempre a mostrar que tem poder sobre nós devido à jura que fiz a meu pai. E ele sempre soube usá-la em seu proveito... Até agora provocava-me com situações e questões com que eu sabia lidar... mas... - e agarrou-se a Jamie. - conseguiu vacilar-me, conseguiu finalmente dar-me um forte motivo para o enfrentar e acabar com ele.
Jamie beijou-o e acrescentou:
- O mal foi deixarem-no chegar a este ponto.
- Estás a culpar-me?
- Não... e sim.
- Explica-te.
- Por cederes em nome do teu pai, deixaste-o crescer. Dan Tolos é uma erva daninha que necessita que lhe cortem a raiz para nunca mais prejudicar ninguém. Não chega arrancar as folhas. Tem de ser algo mais profundo.
- Vontade não me falta...
- A jura que fizeste tem de ser quebrada. Certamente o teu pai nunca supôs que ele se tornasse no que se tornou. Ele apenas queria que os filhos se dessem bem. Mas muita coisa mudou... Pensa no que ele já fez durante todo este tempo. - Jamie fez uma pausa e continuou. - Receio que o pior ainda esteja para vir.
- E por sentir o mesmo é que estou a pensar tanto no que devo fazer.
- Sei que detestas guerras...
- Tenho medo de te perder. - Acariciou o rosto de Jamie - Não sei o que fazia se te perdesse.
- Não me vais perder. É bom estar entre os teus braços. Sinto-me segura como nunca o senti. Jamais tive momentos de felicidade como aqueles que me tens proporcionado. Mas confesso que não consigo afastar uma sensação de profundo temor. O medo cresce dentro de mim e descontrola-me, torna-me impotente... fraca. É como se rondassem por mim forças que não consigo controlar por mais que tente. Só tu, a meu lado, poderás dar e dás o que tanto necessito. Eu amo-te muito, Dave. Não te quero perder! Tu és um rio que percorre as minhas margens com calor, suavidade, segurança e sensualidade. Um rio passional. Fazes-me sentir mais mulher... Esqueço todos os problemas quando estou a teu lado. Quero-te tanto bem! - Terminou abraçando-o fortemente. Uma lágrima que teimava em não cair, dançou pela cara de Jamie. Com um dedo, Dave limpou-a.
- ohhh mulher, onde estiveste durante o tempo em que não te tive?
- À tua espera...
E beijaram-se esquecendo por instantes quem, de longe, planeava mudar as suas vidas.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Uma pergunta para pensar - 00028

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Your Heart Is As Black As Night

Sou admiradora desta cantora e esta é mais uma que me apeteceu colocar aqui e que gosto de ouvir bem alto...
ahh... e cantarolar também ;-)


Melody Gardot - Your Heart Is As Black As Night

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cansada

Cansada do tempo que se vai
Cansada do que me deste
Cansada do que te dou sem querer
Cansada de pensar em vão
Cansada de bater no coração
Cansada de pensar em ti
Cansada de saudades boas
Cansada de querer amar
Cansada de mim como sou
Cansada dos sonhos que não consigo sonhar
Cansada dos lugares que nunca conheci
Cansada da contínua espera
Cansada de faltar sempre o pouco que me faz o muito
Cansada da luta desigual
Cansada do silêncio gritante
Cansada do tudo e do nada
Cansada dos sons que me rodeiam
Cansada das mesmas caras que fazem o meu mundo
Cansada do sufoco dos dias
Cansada das palavras que não saem
Cansada do amargo doce do meu sabor
Cansada do meu corpo sem forças
Cansada do tempo que desperdicei e nunca aproveitei
Cansada da cabeça vazia
Cansada da cabeça demasiadamente cheia
Cansada do cansaço que não me larga e me amarra ao lugar onde não quero ficar e me faz ficar cansada de mim mesma...
Cansada...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Agarras-me

Agarras-me...
... no mais incerto dos dias, no mais incerto dos tempos.
Agarras-me...
... no voo pleno sem destino, no voo pleno do teu caminho.
Agarras-me...
... na mudança do teu ser, na mudança do teu viver.
Agarras-me...
... no rodopio do puxar, no rodopio da nossa repentina dança.
Agarras-me...
... presa nos teus lençóis, presa na tua sedução chamada pele.
Agarras-me...
... no choro da espera, no choro do que perdemos.
Agarras-me...
... na vida que me rodeia, na vida que te pertence.
Agarras-me...
... pelo rosto que unes, pelo rosto que anseia o beijo sem fim.
Agarras-me...
... na voz de mim, na voz do nosso grito.
Agarras-me...
... e perco-me consciente, e perco-me de novo onde o desejo reza.
Agarras-me...
... da terra que me suga, da terra que me suja.
Agarras-me...
... e acalmas o selvagem, e acalmas o que ninguém conseguiu acalmar.
Agarras-me...
... a verdade paciente, a verdade da paixão que nos liga.
Agarras-me...
... no respeito da mão dada, no respeito de só te amar a ti.
Agarras-me...
... na pergunta incorrecta, na pergunta que não gostas de ouvir mas que te faço.
Agarras-me...
... deitada em ti, deitada no que resta da minha razão mais louca.
Agarras-me...
... na batalha secreta, na batalha de poeiras negras que nos atiram.
Agarras-me...
... na minha única vontade, na minha única vontade de fazer o que não consigo fazer.
Agarras-me...
... de longe, de longe no fio invisível que nos amarra.
Agarras-me...
... desfeita em chamas, desfeita em chamas de gelo.
Agarras-me...
... rendida e consciente, rendida e consciente da raiz que semeaste e que agora cresce em mim.
Agarras-me...
... onde o rio me arrasta, onde o rio me arrasta levando-me para o oceano da solidão.
Agarras-me...
... para a devida felicidade, para a devida felicidade que um dia me roubaste.

Agarras-me...
... simplesmente agarras-me como nunca me agarraste.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Black Tears

Descobri e.. gostei :-) Ficou no ouvido!

Hands on Approach - "Black Tears" feat. Ana Free

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Semy (Capitulo 026)

(Capítulos anteriores: 001, 002, 003, 004, 005, 006, 007, 008, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 017, 018, 019, 020, 021, 022, 023, 024, 025)

CAPITULO 26

As pernas dos muitos cavalos mexiam-se velozmente pelas planícies cheias da nova vegetação a brotar do solo. Os Elmer e seus homens, mais cedo do que o previsto, aproximavam-se de Semy. Quando se encontravam a escassos metros da cidade repararam que algo acontecera à bonita povoação: o fumo ainda pairava no ar. Aceleraram o mais que podiam o cavalgar.
Mal chegaram à primeira muralha de Semy perceberam que a cidade tinha sido atacada. À medida que subiam a rua de acesso ao castelo, Dave, Leo, Clive e os guardas que os acompanhavam, observavam os estragos feitos por Dan Tolos e principalmente pelos seus seguidores. Casas destruídas que agora não passavam de cinza e lixo, pessoas sem as suas cabanas repousavam nas casas sobreviventes e, por fim, a tristeza estampada em tantos rostos.
Assim que chegaram ao pátio, já as três companheiras os esperavam. Desmontaram rapidamente e aproximaram-se delas. Trocaram abraços e beijos e perguntaram o que tinha sucedido em Semy.
- O que se passou aqui???? - perguntou Dave acariciando os cabelos de Jamie. No fundo já sabia a resposta.
- Foi...
- Dan Tolos.
- Sim... Abraça-me com força. Tenho muito medo. Muito, muito...- pediu Jamie com a cabeça no ombro dele. - Acho que o desafiei demais.
- Como assim? Explica-me o que se passou aqui!
- Venham para dentro. - pediu Muriel a todos.
- Lá contaremos melhor. E há muito para contar. - acrescentou Kate puxando Clive para dentro do castelo.
- A cabana destruída... Onde está Wise Sage? - perguntou Leo abraçado a Muriel que lhe sacudia o pó do grande casaco de pele escura.
- Jamie, onde está Wise Sage?
- Dave, acalma-te. Wise Sage está vivo e bem. Foi ele quem me salvou. Nada lhe aconteceu, felizmente. Encontra-se no castelo. - respondeu Jamie num leve sorriso. Porém, o seu sorriso era triste.
- Que tristeza tão grande vai por esse coração, cunhada. - disse Leo. - O que aconteceu aqui foi muito grave...
Jamie baixou o rosto e puxou a mão de Dave e todos entraram na torre do castelo.
Quando soube da chegada dos Elmer, Wise Sage, acompanhado por Lann, caminhou o mais depressa possível até à sala onde se encontravam a ouvir atentamente o relato dos acontecimentos. Mal chegaram à grande sala, foram logo saudados pelos três senhores de Semy.
- Que bom saber que se encontram bem. - afirmou Clive. - Quando reparei na cabana destruída, pensei no pior...
- Estamos bem. - agradeceu Lann.
- Alguma vez poderei eu morrer nas mãos daquele monstro?! A minha alma jamais ficaria descansada! - disse Wise Sage sentando-se. - Isso agora não interessa. Já vos contaram tudo? Incluindo o que elas fizeram? Todos os pormenores?
- Sim. Elas já nos contaram tudo, tudo mesmo. - respondeu Dave pensativo apoiado na cadeira onde Jamie se sentou.
- Dave, o que vais fazer em relação a Dan Tolos? Ele agora está no limite da sua loucura, fará qualquer coisa para conseguir o que deseja não se importando absolutamente nada com as consequências.
- Ele saberá dos casamentos?
- Não me pareceu saber. - respondeu Muriel olhando para o noivo.
- Mas percebeu que já não éramos escravas e certamente entendeu o que se passa.
- Eu não gostaria de estar no teu lugar, Jamie. - comentou Clive sentado junto de Kate.
- Tudo que vem de Tolos é doentio. - declarou Leo bebendo um copo de vinho.
Dave olhou para Wise Sage procurando uma resposta. O sábio sabia bem o que se passava na cabeça do governante de Semy.
- Só tenho vontade de o desfazer de uma vez por todas... - sussurrou Dave apertando as mãos na madeira da cadeira. E afastou-se.
- Tenho a certeza que a partir de agora ele fará algo muito mais sério, muito mais preocupante. Temos de nos preparar para o pior. O pior! - falou Kate. - Ele mete-me muito medo!
- A decisão está com Dave, sendo o senhor da cidade. A ele caberá a decisão final. - lembrou Lann.
- Para além de ser um problema para a cidade, o assunto toca-lhe pessoalmente. - disse Muriel olhando para Jamie.
Jamie sentiu que a atenção de todos se centrava em si. E ela não conseguia tirar os olhos de Dave que observava a cidade junto da janela. O que estaria ele a pensar de tudo aquilo? Como iria reagir consigo? O que iria fazer?
- A paz está por um fio... - murmurou Dave. - Não gostaria de ser eu a cortá-lo. Mas eu vou ter de quebrar a jura que fiz...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Crónicas da Marciana: O dia dos Namorados

Uma das coisas que me faz confusão no planeta Terra são os dias disto e os dias daquilo. Há dias para tudo. Por vezes penso que os terráqueos são muito esquecidos ao ponto de necessitarem que lhes lembrem de certas coisas... como por exemplo de namorar.
Confesso que não sou nada fã do dia dos namorados. Apetece-me fugir daqui quando só vejo corações por tudo que é lado, corações esses que, na sua maioria, não significam o que deveriam significar.
Até parece que tenho algo contra o Amor, não é? Nada disso!!
Eu adoro o Amor! Sou uma romântica incurável! Até escrevo sobre o Amor, caramba!
Mas não consigo ver nada de romântico no dia dos namorados.
Passo a explicar.
Nós, os marcianos, ADORAMOS namorar... (suspiro) Ai que já estou a lembrar-me do SPA das antenas e do... (a sair corações pelos olhos) Perdão. Desviei-me do assunto.
Estava então eu a dizer que adoramos namorar mas não temos dias marcados para isso. Na verdade não temos dias marcados para nada. Não precisamos de dias, ditos especiais, para nos lembrarmos do fundamental, do essencial da vida. Não preciso de um dia para me "obrigar" a lembrar de minha mãe, pai ou do meu amor, aquele que me leva os parafusos das antenas ao rubro.


Não necessitamos que nos digam que precisamos Gostar ou Amar alguém.
Desculpem mas isso é confuso, isto dos dias.
Somos seres vivos que vivemos, dependemos e ansiamos por Amor e ele não tem hora, dia ou mês para aparecer ou para ser comemorado ou lembrado.
Aparece sempre.
Existe sempre.
Mas é triste ver que os terráqueos não sabem lidar muito bem com ele e por isso até criaram um dia para se lembrar que têm de dar Amor a alguém.
'Têm de dar'...
Isso não soa nada bem. (até as antenas dizem que não)
Mas é o que se passa no Dia do Namorados: têm de dar senão... bem... já sabem.
O Amor acaba por ser algo forçado, imposto pela sociedade do consumo em vez de ser algo que nos faça feliz não só naquele dia mas muito mais vezes.
Comprar uma prenda, dar uma flor, levar a jantar ou num passeio romantic... para, muitas vezes, estar a pensar noutra pessoa e não naquela que está mesmo ali.
Céptica?
Não.
Apenas realista.
Acreditem que a maioria das vezes é mais um frete do que um prazer.

Porque não celebrar o Amor todos os dias?
O Amor cativa-se.
O Amor constrói-se.
O Amor rega-se.
O Amor fala-se, canta-se, dança-se... sente-se TODOS OS DIAS.
Sem imposições ou regras, sem medos ou razão, sem declarações facilmente copiadas e coladas num ecrã.
Sejam genuínos e não aceitem modas. Criem o vosso próprio dia especial sempre que quiserem, as vezes que quiserem.
Falem, escrevam, não tenham medo de dizer o que sentem ao longo dos 365 dias que o vosso belo planeta dá a volta ao Sol. Inspirem-se em tudo!
O Amor não se lembra.
O Amor vive-se.
O Amor é o motor da vida, e precisa sempre de combustível.
Senão... pára.

Mas sobre ele em pormenor falarei melhor numa outra crónica...
Meus amores, ailalô!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aos..

aos 10 anos descobrimos o sofrimento
aos 20 sofremos com drama
aos 30 sofremos com impetuosidade
aos 40 sofremos com elegância
aos 50 anos sofremos sem darem conta
aos 60 anos sofremos sem nos apercebermos
aos 70 já não ligamos ao sofrimento
aos 80 ensinamos a sofrer
aos 90 já cá não estamos para sofrer

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Raízes

Andámos por terras de superfície onde encontrámos outros,
onde fizemos árvores, demos frutos,
mas nunca criámos raízes.

Tu e eu somos raízes escondidas,
numa terra de disfarce que nos separou,
onde sempre nos tocámos de longe dos olhares,
nos toques enterrados,
mas nunca esquecidos,
toques que só nós sentimos,
ricos nas profundezas da terra
onde nos amámos, amamos e vamos amar,
tocados por raízes valiosas
que muitos não sabem,
que muitos não adivinham,
que muitos nem sonham.

Estamos unidos onde nos interessa,
onde nos alimentamos,
onde sempre soubemos onde nos encontrar,
onde nem o tempo ousou tocar,
apesar de brincar,
tempos sem fim.
Mas as raízes resistiram,
as raízes florescem,
e, finalmente, podem brotar no topo da terra,
que as guardou,
preservou,
alimentou,
e amou.

Um dia, em breve,
perceberemos que afinal,
e apesar de todos pensarem,
e, até, de nós próprios pensarmos,
nunca por nunca estivemos sós.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Loucura

Na beira de tudo e fechada no nada, estendo a mão para te aceitar,
loucura feita corpo de homem que me respira em nossos dias,
regressado e ansioso por me povoar em cada suspiro do meu amar,
agarrado de anos do que foi, é e será e que feito coragem largou cobardias.

Passei a vida agarrada a ti, precioso ser de escrito destino,
a criar caminhos em vão mas ensinando estas mãos artesãs
o correcto barro com que moldo agora o nosso arrebatado desatino,
vagarosamente dos anos de erros mútuos mas de finais loucuras sãs.

Percorres o meu corpo na tua sábia arte de construir pontes,
colocando ferros de saudade, a mesma saudade que tão bem conheces.
Nesta ponte de dois lados sólidos, olhamos no meio os aguardados horizontes
de um final onde comigo agitas águas e em paz envelheces.

Somos dois corações viventes que não sabem ser felizes afastados,
que só quiseram apagar, omitir, disfarçar e recusar o que nos aproximou,
o que continua tão potente nesta união em que a mente, mente, e bem criados,
estão os campos que vamos percorrer onde já a realidade limou.

Cometi erros só para te entender, somente para precisar entender
o que faz o grito da saudade senão desacreditar em mim e crer em nós,
pálida porque padeço da tua loucura há anos sem nunca a perder
em peças que caem com ordem nos nossos próprios dominós.

Deste-me um silêncio para entender que afinal eras o meu falar.
És a minha certeza mais perfeita na loucura magia do querer,
nos beijos onde falas e te expões, também, no teu igualar.
Devora-me esta morte de solidão onde és real parte do meu ser.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Exposição ‘Urban Sketchers Portugal na rua Augusta’

É com grande prazer que convido todos a visitarem a Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa entre os dias 2 e 18 de Fevereiro de 2011 para descobrirem vários desenhos das fachadas da Rua Augusta, entre eles este meu trabalho :-)


A exposição pode ser visitada 2ª a 6ª entre as 9h00 e as 19h00.



Uma pergunta para pensar - 00025

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Estão difíceis

Estão difíceis de sair as palavras que te quero dizer,
talvez,
porque já as desperdicei
e não as guardei,
para ti.
Arranca de mim
o que é teu
depressa
antes que morra nos teus braços,
aqueles que sempre foram meus
e que nunca soubemos,
e sempre soubemos,
por mais caminhos separados
que tenhamos feito.
Encontramo-nos de novo,
porque nunca estivemos longe.
O laço
nunca se desfez,
e só se apertou,
levando-me de novo
para junto de quem me lê
a alma,
o corpo,
os desejos.
Estão difíceis.
Estão difíceis mais dias sem ti.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mais uma música com que apaixonei

Por vezes encontro sem querer canções que acabo por me apaixonar.
Esta foi uma delas.


Jamie Cullum - Grace is gone

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

uma frase solta...

Porque será que há tanta falta de honestidade nas emoções, relações e sentimentos?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Rolling In The Deep

Ouvi ontem à noite e já não sai da cabeça... É das que faço repeat, repeat, repeat...

Adele - Rolling In The Deep