quarta-feira, 31 de março de 2010

Apaixonei-me

Olarecas! Este veiculo é perfeito para mim! Para uma marciana como eu. Chama-se Carver One e infelizmente a fabrica faliu... Como é possível com uma coisa espectacular destas?



Video do programa da BBC Top Gear

terça-feira, 30 de março de 2010

No limite da ilusão

O que é a ilusão?
É um arrasto quando pensamos que estamos a voar.
Acaba por ser uma paulada do tempo que nos faz acordar e perceber que afinal não tínhamos nada.
Mas gostamos de ir até ao limite, puxando, exigindo, sonhando, querendo cada vez mais por nos dar satisfação mental e até carnal.
Deixamos que os sentidos se baralhem e que as sensações nos façam esquecer de nós dentro de nós.
Prendemo-nos a alguém para nos salvarmos e não para nos darmos.
Parece tudo fácil, demasiadamente fácil.
É um mundo onde muitos andam mas que poucos gostam porque no final encontram sempre um vazio e até o aumento da carência.
A ilusão funciona assim... na facilidade e na fraqueza humana.
E nós deixamo-nos ir como uma folha no vento, ela pensa que voa mas na verdade está perdida e moribunda.
Por cada passo dentro da ilusão aumentamos a dor sem saber, aumentamos a expectativa sem querer e no fim ganhamos uma ausência cada vez maior e mais potente com que muitas vezes não sabemos lidar.
Confortamo-nos com a ilusão porque não nos obriga a pensar e decidir. Ou, em alguns casos, vivemos a ilusão de uma má escolha ou decisão.
A insatisfação comanda sempre, no final.
Mas mesmo assim gostamos de ir ao limite da ilusão.
Não será a ilusão uma droga a que nos agarramos para desculpar a nossa busca pela felicidade?
Porém a felicidade não se constrói de ilusões.
Recusamos desejos verdadeiros perante certas ilusões que se esfumam tão depressa como o arder de um fósforo.
Afinal para que serve a ilusão?
Para manter a nossa mente brilhante ocupada porque não sabe lidar com a simplicidade que é a vida?
Ou para nos mostrar que afinal somos bem mais frágeis que o singelo ser que voa porque desconhece o que são as ilusões?
Nascemos, vivemos e depois há sempre o fim da ilusão quando morremos.
Não será a vida a maior ilusão de todas?

domingo, 28 de março de 2010

In Your Hands

Grande som que descobri...


Charlie Winston - In Your Hands

sábado, 27 de março de 2010

Earth Hour 2010

Das 20h30 até às 21h30 de hoje, dia 27 de Março, desliga as luzes, os aparelhos, a electricidade.
Pode parecer pouco, mas do pouco se faz o muito. E de ano para ano, o muito tem aumentado.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Escrevi na mão

Sentada na cama olho para a minha mão.
Viro-a e olho com atenção.
Vai ser ela que vai explorar desfiladeiros e encostas escondidas do teu corpo como uma deusa que descobre um santuário.
Vai ser ela que vai escrever palavras que precisas ler para te sentires pessoa de novo.
Vai ser ela que vai agarrar a tua mão quando chorares perdido sem forças.
Vai ser ela que vai cozinhar as iguarias que vais saborear em mim.
Vai ser ela que vai puxar-te para as nuvens onde eu habito e espalho gotas de alegria.
Vai ser ela que vai parar-te quando não tiveres a certeza se deves dizer aquela palavra.
Vai ser ela que vai moldar o tempo com que me constróis.
Vai ser ela que vai pedir que fiques sem desejares partir.
Vai ser ela que vai espalhar o teu molhar pelos corpos juntos.
Vai ser ela que vai desenterrar os mistérios que guardas.
Vai ser ela que vai simplesmente existir para que me sintas.
Vai ser ela que vai levar o teu sabor aos meus lábios.
Mas agora, levo-a à minha boca e sussurro um nome.
Escrevi na minha mão um segredo.
Só tu, mão, e eu sabemos quem é.
Fecho-a e pouso-a no colo.
Desta maneira, posso levar-te ao coração sempre que te quiser sentir.
Para saberes quem és...
... sim... tu...
... tens de me dar a tua mão com o meu nome, tal como te vou dar a minha.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Há silêncios...

Há silêncios cúmplices entre um casal que valem mais do que mil palavras.
Felizes são aqueles que sentem esses silêncios.
Eu quero sentir.
Eu quero silêncios desses... contigo a meu lado.
Porque fazem perceber que entre duas pessoas há um laço bem mais forte que o laço carnal. E esse laço começa pela primeira letra do abecedário...

Estive a ver o filme Up e a sequência de vida de Carl e Ellie emocionou-me e fez-me pensar que há coisas preciosas nesta vida. Quero ser a Ellie de alguém...

quarta-feira, 24 de março de 2010

E não sabia guiar

Entrei no carro e comecei a olhar em volta.
O que faço eu aqui?, perguntei-me.
Pura e simplesmente não sei o que me apetece fazer ou sequer para onde ir.
Levanto o olhar para o horizonte e olho para o espelho retrovisor.
Não gosto do que vejo lá atrás.
Quero fugir mas não sei como o fazer.
Eu não sei guiar.
Passo com as mãos pelos caracóis do cabelo revolto e olho em volta de novo.
Desesperada por sair dali, suspiro e coloco as mãos no volante.
Sem saber como, as minhas mãos começam a trabalhar e o carro arranca.
Num impulso, meio a medo, abro os olhos e deixo-me ir.
E a viagem começa.
Não sei para onde vou.
Começo a sentir uma crescente sensação de satisfação.
Passam por mim outros carros, motas e camiões e quem os conduz olha-me como se fosse algo anormal.
Não ligo.
Não consigo ficar invisível. De nada me vale questionar o facto de olharem assim para mim.
Saio da cidade e percorro caminhos de natureza.
O meu coração acelera quando começo a ver o mar.
Acompanho-o ao longo da costa e de repente a parte de cima do carro desaparece e eu sinto um bafo inebriante de cheiros que me enchem de arrepios que não desejo parar.
As rosetas do meu rosto saltam felizes num colorir que se transfere para os lábios criando um belo sorriso como há muito não sorria.
Sinto-me livre apesar de ainda estar presa.
Continuo o meu caminho e reparo que regresso à cidade, a casa.
As pessoas continuam a olhar-me daquele modo estranho.
Não entendo porquê.
Parada à porta de casa, ainda com o sorriso nos lábios, finalmente percebo.
O meu motor foi os meus pés.

terça-feira, 23 de março de 2010

Eu devia ser o Darth Vader

Ontem fui ver o Star Wars in Concert e depois de saber umas coisitas hoje de manhã só me apetece ser o Darth Vader para ser má e dar umas lições e respostas a certas pessoas... apertar o pescoço e tal...
... mas realmente não tenho carácter nem feitio para ser 'cabra', mesquinha e má. Sou mesmo idiota lolloll

segunda-feira, 22 de março de 2010

Diz-me Sol

Tu que agora voltaste, tímido, eu sei, e que reinas no céu há tanto tempo e que tens muito mais sabedoria que eu ajuda-me a perceber algumas coisas.

Diz-me Sol...
porque sinto o vazio esfriando-me por dentro?
(porque não soubeste guardar-te para ti mesma)

Diz-me Sol...
como posso despir-me de alguém que não me larga a pele?
(deixando ir a pele e criando uma nova)

Diz-me Sol...
porque estou a levar tanto tempo a ver o meu coração a sorrir?
(porque não o estás a deixar respirar)

Diz-me Sol...
como faço para não desistir?
(pensando que no passo seguinte pode estar a resposta)

Diz-me Sol...
porque sinto um peso tão grande que só me deixa agarrada ao chão?
(porque nunca pensas que és uma pena que sabe voar)

Diz-me Sol...
porque questiono o 'porquê' do que aconteceu.
(porque não percebes o 'porque não')

Diz-me Sol...
porque fiquei eu com esta sensação de perda?
(porque não a vês como um ganho de força)

Diz-me Sol...
porque olho para o espelho e não me reconheço?
(porque não te sabes ver)

Diz-me Sol...
porque tenho sempre de deixar ir e nunca guardar?
(porque o deixar ir traz o definitivo)

Diz-me Sol...
porque tenho de o deixar encontrar-se para me ver?
(porque o teu ver não é o ver dos outros)

Diz-me Sol...
porque me sinto uma ilha se posso ser um continente?
(mas uma ilha pode ser um continente)

Diz-me Sol...
porque ainda tenho sede do que me envenena?
(porque bebes tudo sem distinguir o sabor)

Diz-me Sol...
porque sinto que tive o melhor?
(porque só conheces o pouco e nunca conheceste o todo)

Diz-me Sol...
porque a solidão não me larga e volta sempre?
(porque não a queres abandonar)

Diz-me Sol...
porque me sinto melhor ao falar contigo?
(porque eu apareço todos os dias)

Diz-me Sol...
porque sei que sou um pequeno sol?
(porque cada vida é um sol. O seu brilho só depende de cada um)

Diz-me Sol...
porque sou tão complicada?
(porque eu sou simples)

Diz-me Sol...
porque nunca te cansas?
(porque renasço todos os dias e todos os dias encontro coisas novas)



(resposta ao desafio de criar um texto sobre o Sol. Meteorita, parabéns pelo dia de hj :-) Tu és tantas vezes o meu Sol quando só vejo a Lua)

sábado, 20 de março de 2010

The Voice Within - A voz dentro de nós

A voz dentro de nós é quem nos guia e nos rege.
É a que não nos faz desistir quando queremos desistir.
É a que nos diz 'levanta-te' quando só queremos cair.
É a que nos diz 'tu vales' quando pensamos que não prestamos.
É a que nos diz 'não fizeste nada de mal' quando pensamos que o erro foi nosso.
É a que nos abraça quando mais ninguém o faz.
Mas temos de a encontrar.


Christina Aguilera - Voice Within

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pai

não consigo ter nada para te dizer a não ser que...

quando sinto frio sei que tenho as tuas mãos para me dar calor.
Quando sinto que me perdi sei que tenho as tuas palavras para me guiar.
Quando sinto que não tenho mais forças sei que puxas pelos meus braços e me levas em frente.
Quando estou seca de beijos sei que me enches de rios de mimos.
Quando sinto que estás longe sei que afinal estás ali mesmo ao meu lado.
Quando não sei sorrir sei que me pegas nos lábios e desenhas um sorriso lindo de volta.
Quando estou fraca sei que vais ao fim do mundo para me trazer o que preciso.
Quando me apetece desistir de tudo sei que olhas para mim e me dizes o contrário.

Quando estou feliz sei que a culpa é tua:
porque me deste vida,
porque me deste amor,
porque sabes ser Pai no melhor sentido que uma palavra pode ter e eu nunca conseguirei colocar em palavras o que sinto por ti... PAI!
Tu és a força do meu tempo de vida.



(texto encomendado para oferta neste dia do Pai)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Foto 0008

A minha alma ordena que te esqueça.
O meu coração impõe-se para que te lembre.
E eu, no meio, fico sem forças para decidir.
Presa entre o puxar de um lado e o puxar do outro.
Inquietada por uma resposta.
Saturada pelo silêncio.
Fragilizada pela solidão da discussão.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O rosto na nuvem

Apeteceu-me deitar-me a olhar para o céu.
Confesso que nunca tinha visto um azul daqueles.
Mas pelo canto do olho vi as nuvens aproximarem-se.
O vento puxa-as, e elas obedecem.
Fechei os olhos e queria que ele levasse a tristeza que ainda anda por mim.
Abri os olhos e vi cada ponto branco daquelas nuvens que o vento misturou.
Abro ainda mais os olhos e elas só me fazem lembrar de ti.
Desenham o teu rosto que ainda não esqueci nem vou esquecer.
Lembro-me das nuvens que vimos juntos e que acariciavam a Lua.
A Lua foi nossa, não se importando com o passar delas.
Estendo a mão e limpo o céu com os dedos e as nuvens desfazem-se.
E volta aquele azul que nunca vi.
Mas de repente, apareces.
Apareces mesmo.
Fecho os olhos e peço só para ver a realidade.
Devagar, muito devagar, abro os olhos e vejo que já é noite.
Adormeci e o tempo, afinal, passou.
E não sei o que me mostrou...
Lembro-me, então, que o céu renasce todos os dias.
O que se passou?
O que devo acreditar?
O que devo sonhar?
O que estou a viver?
O que devo decidir?

terça-feira, 16 de março de 2010

E mais uma boa noticia...

Excepcionalmente, hoje coloco 2 posts porque também ontem o dia foi único!
Duas boas noticias ligadas às minhas duas paixões fotografia e escrita não é comum.
Para além da publicação que já falei no post anterior, das 5 fotos premiadas pelo concurso do
Lisboa em Pormenor duas são minhas!!


Aqui estão todos os concorrentes http://lxphotocontest.blogspot.com/

Primeira vez - Webzine MURO

A Webzine MURO na sua 5ª edição contou com a minha colaboração.
O texto e foto 'Tango à Chuva' foi o texto escolhido de 3 que enviei.
Pela primeira vez na minha vida, vejo um texto meu publicado.
Estou eternamente agradecida a quem me fez o convite. Obrigada Joana Sousa.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O corredor

Estás lá no fundo do corredor.
Olhas para mim encostado à parede de lado.
Sei o que pensas. Conheço bem esse teu olhar.
Olho-te do extremo da distância baixando ligeiramente o rosto, inflamando-te com o meu contemplar.
Estico as mãos e acaricio cada pedaço da parede como se fosse a tua pele.
E dos meus olhos saem sinais de luxúria, desejando-te.
Tu, sente-os e puxas-me para ti com o teu sorriso.
Retribuo o sorriso e começo a caminhar para ti provocando-te com o olhar e boca.
Em cada passo, dispo-me, até ficar completamente nua perante ti.
Levantas o sobrolho e não escondes o teu desejo.
Mas, eu, sinto-me apertada sem me abraçares. Porém soa-me a um falso abraço.
Paro a meio do corredor abrindo os braços e as pernas, tocando a parede fria mas não mais fria do que o frio que me dás por dentro.
Olho-te para pensares que te quero.
Aproximo-me depressa e beijo-te como nunca te beijei agarrando-te no rosto que me fascina e magoa.
Deixo-te louco enroscando-me no teu corpo cheio de roupa mas ardente por mim.
Arranho-te devagar pelas costas acima e puxo-te o lábio por entre os meus dentes.
E largo-te, empurrando-te.
Sinto que me interrogas no teu silêncio.
Apercebeste-te do meu desprezo e sentes-te perdido.
Começo a andar para trás não deixando de te provocar.
Arrasto-me nua pelo chão do corredor provocando-te cada vez mais.
Começas a andar em encontro a mim e eu paro-te com a mão esticada dizendo: NÃO!
Entre as linhas do tempo do silêncio que se seguiu, falo-te com os olhos e rosto e arranco-te de mim. Passo com as mãos pela pele nua e faço o gesto de que extraio algo de mim atirando para o chão bem junto dos teus pés.
Lanço-te um último olhar que te atormenta e viro-me.
Levanto a mão num adeus.
Faço-te chorar. Eu sei. Sinto as lágrimas junto às minhas.
Torturo-te como me torturaste.
Grito e rebento com as paredes.
Fecho a porta daquele corredor com toda a força para construir um muro, tapando-o.
Por enquanto não sei o que é sentir.
Deixo aquele corredor vestindo-me de nova roupa...

sábado, 13 de março de 2010

Haven't Met You Yet

Acho que é mesmo isso... ainda não te conheci...
Where are you? ;-)
Por favor diz-me olá para eu finalmente te conhecer. É que eu sou distraída...
Se calhar ainda não nos 'conhecemos cara a cara'... será?



Michael Bublé - Haven't Met You Yet

I'm Not Surprised
Not Everything Lasts
I've Broken My Heart So Many Times,
I Stop Keeping Track.

Talk Myself In
I Talk Myself Out
I Get All Worked Up
And Then I Let Myself Down.

I Tried So Very Hard Not To Loose It
I Came Up With A Million Excuses
I Thought I Thought Of Every Possibility

And I Know Someday That It'll All Turn Out
You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid That I'll Give So Much More Than I Get
I Just Haven't Met You Yet

I Might Have To Wait
I'll Never Give Up
I Guess It's Half Timing
And The Other Half's Luck
Wherever You Are
Whenever It's Right
You Come Out Of Nowhere And Into My Life


And I Know That We Can Be So Amazing

And Baby Your Love Is Gonna Change Me
And Now I Can See Every Possibility

And Somehow I Know That It Will All Turn Out
And You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid I'll Give So Much More Than I Get
I Just Haven't Met You Yet

They Say All's Fair
And In Love And War
But I Won't Need To Fight It
We'll Get It Right
And We'll Be United

And I Know That We Can Be So Amazing
And Being In Your Life Is Gonna Change Me
And Now I Can See Every Single Possibility

And Someday I Know It'll All Turn Out
And I'll Work To Work It Out
Promise You Kid I'll Give More Than I Get
Than I Get Than I Get Than I Get

Oh You Know It'll All Turn Out
And You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid To Give So Much More Than I Get
Yeah I Just Haven't Met You Yet

I Just Haven't Met You Yet
Oh Promise You Kid
To Give So Much More Than I Get

I Said Love Love Love Love Love Love Love .....
I Just Haven't Met You Yet
Love Love Love .....
I Just Haven't Met You Yet

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sem palavras

Alguém que gosta de escrever ficar sem palavras, acontece.

Mas o motivo de ter ficado sem palavras é por não saber o que escrever perante a humildade de uma força fortíssima que senti esta semana chamada Amizade.

Sim de todos vós. Sabem bem de quem falo.

É demais sabido que é nos momentos menos bons que se conhecem os amigos e eu por força de uma circunstância - que gostava de não ter acontecido - vivi um desses momentos no dia 7 de Março.

Perdi algo e com isso morreu um pouco de mim.

Porém, encontrei muitas mãos prontas a me puxar do abismo.
Mãos essas, preciosas, lindas e fortes que valem um mundo que não tenho palavras.
São palavras especiais demais para eu conseguir expressar o devido valor.
Não se dizem... mas sim... sentem-se.
E eu vou fazer senti-las de volta quando necessitarem de mim.

O tempo é meu e está tudo guardado até voltar a ser quem sou, porque neste momento perdi algo de mim.
É altura de acreditar.
E acima de tudo acredito que a força mais poderosa do mundo é o amor...
e o amor da amizade é algo possível e rico!

No mais sincero e profundo do meu ser OBRIGADA!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Quero ficar quieta

Quero ficar quieta para deixar a dor sair porque ela vai cansar-se de habitar em mim.
Quero ficar quieta para sobreviver à ausência dos teus olhos.
Quero ficar quieta para conseguir fechar os olhos e não saírem só lágrimas.
Quero ficar quieta para largar o último suspiro por ti que me deixaste vazia.
Quero ficar quieta para descarregar as pedras que me atiraste e que deixaram marcas.
Quero ficar quieta para ver se te consigo esquecer porque a minha mente parece um castelo que resiste não se rendendo às minhas ordens.
Quero ficar quieta para parar de tremer do frio interior.
Quero ficar quieta para deixar sair aos erros que fiz.
Quero ficar quieta para parar de ouvir o choro do coração.
Quero ficar quieta para deixar de pensar porque dói.
Quero ficar quieta para parar de perguntar porquê?
Quero ficar quieta para a solidão escapar porque me enfraquece.
Quero ficar quieta para ouvir o mar a aconselhar-me.
Quero ficar quieta para não perder a fé em mim.
Quero ficar quieta para guardar a esperança.
Quero ficar quieta para sentir a chegada de novo Sol.
Quero ficar quieta para o tempo passar e esquecer-me.
Quero ficar quieta para encontrar um novo caminho.
Quero ficar quieta para criar uma nova canção sem notas nem melodia.
Quero ficar quieta para me veres a sério.
Quero ficar quieta para tropeçares em mim... sim, tu, o certo e não o errado.
Quero ficar quieta para te encontrar e saber que és mesmo realidade e não mais uma ilusão.
Quero ficar quieta para conseguir mexer-me de novo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

How Can You Mend a Broken Heart

Há uma pergunta que não me sai da cabeça e para a qual não tenho resposta.
PORQUÊ?


Diana Krall - How Can You Mend a Broken Heart


I can think of younger days
When living for my life
Was everything a girl could want to do
I could never see tomorrow
I was never told about the sorrow

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
And how can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart
And let me live again


I can still feel the breeze
That rustles through the trees
And misty memories of days gone by
We could never see tomorrow
No one said a word about the sorrow
And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
And how can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart
And let me live again

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ganhaste

Ganhaste uma vez mais, Destino.
Deixaste-me provar o paraíso e depois no meio...
da calma...
do aconchego...
da ternura...
do parar o tempo...
arrancas-me sem piedade e atira-me contra o chão...
partindo-me...
sangrando-me...
gozando-me...
despedaçando-me...
dando-me uma dor imensa...
como que mostrando que mais uma vez não tenho direito a sentir a felicidade.
És tão cruel, Destino!
Porque me persegues desta maneira a vida toda?
Porque me queres ferida no chão?
Que mal te faço eu?
Será o facto de te desafiar?
É isso?
Não gostas que te desafiem?
Mas eu tenho a coragem de te desafiar e tu massacras-me?
Odeio-te.
Desprezo-te.
Larga-me!
Vai mostrar a tua crueldade a quem realmente merece.
Deixa-me ser livre de ti por uns tempos.
Desaparece!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Não me desafies, Destino...

não me desafies porque não sabes do que sou capaz.
Não armes armadilhas para me testares...
não teças teias para me prender..
não acorrentes os meus pés para me parar...
não uses de armas baixas para me vergar...
não tapes a minha boca para eu não falar...
não prendas os meus cabelos para eu não avançar...
não tapes os meus olhos porque eu vou queimar-te a mão...
Desta vez não me provoques!

Não sejas assim tão subtil, Destino.
Diz de uma vez por todas o que queres de mim ou desaparece da minha frente!

quinta-feira, 4 de março de 2010

A maçã

Naquela tarde quente, a fada passeou à procura de um bom sítio para fazer uma sesta. Caminhou, de mãos nos bolsos dos calções, até que encontrou uma bela macieira carregada de maçãs que parecia estar sarapintada de pontos vermelhos.
Ajeitou-se sentando-se junto ao tronco. Tirou um chapéu muito usado do bolso e tapou a cara.
Estava quase, mas mesmo quase a adormecer quando sentiu um barulho e um baque na sua cabeça.
Abriu os olhos e levou a mão à cabeça sem saber o que se passava. E então encontrou uma maçã caída no seu colo.
Um grupo de duendes agitava os ramos da macieira com uns paus para que as maçãs pudessem cai sem piedade no chão.
Agora ela percebera como a maçã tinha ido parar à sua cabeça. Irritada abriu as asas e disse:
- Ei!!! Mas o que estão a fazer? Não viram que eu estava ali sossegada?
Os duendes riram e responderam:
- Quem te mandou estares debaixo da macieira. Queremos as maçãs.
- E com estes paus ficam fáceis de apanhar! - disse um elfo a rir.
A fada olhou para a árvore e para as maçãs no chão. Os duendes pegaram nas maçãs e começaram a comê-las. Porém, foram sendo largadas à primeira dentada entre algumas caretas de desagrado.
Surpreendida, a fada observava aquele ritual: pegavam, trincavam e deitavam fora. Baixou as asas, levou a mão ao queixo e a levantar o sobrolho perguntou:
- O que se passa com as maçãs?
- Não são grande coisa... - respondeu um duende com duas maçãs na mão.
- Mas comem-se! - concluiu outro duende num riso amarelo cuspindo a trinca.
Pegaram nos paus e voltaram a atacar a macieira à procura de novas maçãs.
A fada desviou um caracol do cabelo do canto do olho e reparou num elfo sossegado, sentado em cima de uma pedra e que olhava algures para aquela árvore. A fada afastou-se um pouco flutuando e, imobilizando-se no ar, descobriu para onde a criatura olhava com atenção. Era para o topo da árvore onde estava uma maçã que mal se via.
Os duendes continuavam a provar as maçãs e a não conseguir comer uma até ao fim.
A fada saltitava o olhar entre os duendes e o elfo solitário.
Cansados e fartos de tanta maçã e nada satisfeitos com o seu sabor, os duendes acabaram por se afastar deixando um rasto de maçãs danificadas em redor daquela árvore. O elfo baixou o rosto e saiu da pedra. Passou pela fada e mais uma vez olhou para o topo da árvore. A fada poisou no chão e cheia de curiosidade perguntou:
- Porque tanto olhas para aquela maçã que mal de vê e que ninguém quis tocar?
O elfo olhou-a em silêncio. Fez um leve sorriso e depois explicou:
- As maçãs mais altas numa árvore são as mais saborosas. Só que muitos não as querem provar porque exige muito esforço. Mas é essa maçã que eu quero.
A fada abriu os olhos e ao sentir a varinha mágica da Paciência a agitar-se na cintura, percebeu a intenção daquele elfo.
O elfo sorriu ainda mais e começou a subir o tronco da árvore.
Subida a subida notava-se a sua dificuldade mas ele não desistia. A fada batia as asas e flutuava acompanhando-o.
- Não queres a minha ajuda nem nada?
- Não. - respondeu o elfo sem desviar a sua atenção do topo da arvore.
- A sério? - repetiu a fada espreitando com a cabeça de lado e coçando a cabeça.
- Não.
Com muito cuidado e esforço, o elfo lá chegou ao cimo da árvore. Tocou na maçã pequena e arrancou-a. Guardou-a no bolso do casaco e iniciou a descida.
Quando chegou à terra firme, olhou para a maçã e deu uma dentada. A satisfação apoderou-se do seu rosto. E num grande sorriso disse:
- Deliciosa e quente. - E estendeu a maçã à fada para ela a provar.
Esta pegou na maçã e trincou.
Era de facto a maçã mais gostosa que alguma vez tinha provado.
Percebeu que muitos deixam escapar o melhor da vida porque não querem esforçar-se.


terça-feira, 2 de março de 2010

Foto 0007

Há momentos em que pura e simplesmente não consigo dizer nada porque não há nada para dizer.
É intenso demais para que consiga descrever por meras letras juntas...
És assim...
indescritível