Shaznay Lewis - Dance
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Shaznay Lewis - Dance
Shaznay Lewis - Dance
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Gostava de escrever algo.
Junto letras mas... perco-me no que quero dizer.
Tenho de esperar pela acalmia.
Tenho de esperar que as palavras se organizem.
Tenho de esperar que me deixes voltar ao normal porque eu estou fora de mim.
Já não sei quem sou.
Já sei quem sou.
Agora... sei quem sou.
Desculpa-me... Mas ainda não consigo escrever nada depois de ter tocado o paraíso.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Edward Maya & Vika Jigulina - Stereo Love
Esta anda no ouvido e na ponta do pé que mexe ehehehe
Edward Maya & Vika Jigulina - Stereo Love
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Propósito
Podemos descobri-lo aos 5 anos, aos 15, aos 25 ou aos 75.
Nunca é tarde para nos encontrarmos.
Vagueamos pelos dias e pelos anos procurando coisas, gentes e emoções.
Tudo se junta nas memórias que passamos de vida em vida.
São peças que adquirimos para completar o todo.
Mas quando sentimos que ajudamos alguém, que fazemos alguém feliz começamos a pensar a sério.
Se eu com as minhas palavras tenho feito alguém feliz, então já encontrei um propósito.
Deixa-me deveras feliz o facto de conseguir arrastar uma série de pessoas e, no meu jeito algo maluco, conseguir que se declarem, que se confessem, que se encham de sorrisos, que se sintam vivos...
Acaba por ser um Efeito Borboleta. Sai de mim um halo que se espalha.
Se eu pudesse, não faria outra coisa!
Gosto de ver as pessoas à minha volta alegres, divertidas e, principalmente, vivas!!
Não são as ofertas que se compram que fazem isto.
São as ofertas que saem do canto mais genuíno do coração e alma.
E isso não tem preço.
Todos temos um propósito.
Resta descobri qual.
Eu estou a descobrir os meus propósitos nesta segunda vida.
Nunca é tarde para se descobrir as coisas verdadeiramente importantes.
Afinal a vida é um sério propósito :-)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Confesso
Confesso que gostaria de perder o fôlego a correr em liberdade numa praia deserta.
Confesso que quero amar até esgotar-me e tornar a encher-me para dar de novo.
Confesso que gosto das minhas mãos porque te podem tocar.
Confesso que quero pintar a tua alma com as minhas cores.
Confesso que falo com a Lua todas as noites, pedindo-te.
Confesso que há músicas que me comandam a alma para voar sem asas e de braços abertos para sentir tudo e o além do tudo.
Confesso que gostava de puxar as estrelas para iluminar a noite quando me deito sobre ti.
Confesso que quero queimar-me nas chamas que te provoco.
Confesso que não sei viver sem os teus beijos que são sempre um mundo a descobrir.
Confesso que és o pão que não pode faltar à minha mesa.
Confesso que fizeste abrir a arca que eu tinha fechado no canto mais distante da minha alma.
Confesso que toquei o paraíso nos teus braços.
Confesso que quero amar e não simplesmente gostar.
Confesso que me fazes sentir a paz que nunca senti.
Confesso que me tiras os minutos para me dares horas.
Confesso que me arrancas a alma para a devolveres mais rica.
Confesso que não consigo despir-me do teu cheiro.
Confesso que me fazes pensar que não foi nesta vida que nos conhecemos.
Confesso que não sei voar mas voo quando me pegas na mão.
Confesso que abro a janela e fico de braços abertos só para deixar entrar as saudades que tens de mim.
Confesso que me apetece escrever numa só folha o poema que me ofereces todos os dias.
Confesso que sou parte dos teus poemas porque tu fazes parte da mão com que escrevo os meus.
Confesso que ficava uma vida e outra mais só a olhar-te e tocar-te sem nada dizer.
Confesso que faltas-me, simplesmente faltas-me quando não estás.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
OneRepublic - All The Right Moves
Descobri, ouvi e gostei :-)
OneRepublic - All The Right Moves
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Telepaticamente
Telepaticamente estendo-me no tapete de que é a tua pele.Telepaticamente vestes-me o dia na minha noite mais escura.
Telepaticamente beijo-te sem saber que te beijo.
Telepaticamente fotografo-te e guardo as imagens na minha memória para nunca te esquecer.
Telepaticamente tocas cada centímetro de mim e em cada suspiro que ainda não soltei.
Telepaticamente sabes onde me provocar a ida ao paraíso.
Telepaticamente despede-me sem me tirar a roupa.
Telepaticamente encostamos as testas e a almas fundem-se porque é mesmo assim que tem de ser.
Telepaticamente deixas-me sem defensas no meio da tua arena.
Telepaticamente ouvimos a mesma banda sonora quando nos amamos sem nos tocarmos.
Telepaticamente arrancaste sem piedade o meu coração e deste-me o teu de volta.
Telepaticamente flutuamos juntos numa espiral que nos leva para o centro de nós mesmos como um só.
Telepaticamente não consigo respirar sem ti.
Telepaticamente poiso em ti enquanto dormes e tu pensas que sonhas comigo.
Telepaticamente sou a nascente de um rio que te banha e faz renascer.
Telepaticamente perco-me nas palavras que te quero dizer mas que o meu olhar revela.
Telepaticamente deixas-me sem vontade de ser quem sou para ser quem sempre quis ser.
Telepaticamente grito palavras que repousam no livro que lês religiosamente todos os dias.
Telepaticamente és a liberdade da minha alma feita asas sem nunca ter voado.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Ready for Love - Kelly Sweet
Kelly Sweet - Ready for Love
When love calls your name
And whispers you're the one
When all you've ever dreamed
Dances like stars around your heart
And finally I hold the chance
To give you all my love
So what's keeping me
Away from holding you
I'm ready to believe
Be strong enough
Give everything I am
And trust in love
My arms long to reach for you
The way I feel I wish you knew
I'm ready now, I'm ready to believe
Ooh, I'm ready for love
Only once, you will find
A love that is so true
And the way I think of you
You can't imagine how beautiful it feels
I must find a way to speak
This secret I hold near
Its these words
You need to hear
I'm ready to believe
Be strong enough
Give everything I am
And trust in love
My arms long to reach for you
The way I feel I wish you knew
I'm ready now, Im ready to believe
Ooh
I know with you I could stay forever
Sailing into grace
Here all things are possible
There's no time or space
When I feel you near
I'm ready to believe
Be strong enough
Give everything I am
And trust in love
My arms long to reach for you
The way I feel I wish you knew
I'm ready now, I'm ready to believe
Ooh, ooh
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
E de tão longe, puxei-te para mim
A folha de uma árvore é simples.O ramo de uma árvore segura as folhas e escreve um caminho.
O tronco de uma árvore alimenta os troncos e folhas e une o todo.
As raízes de uma árvore dão vida.
Tu és a minha raiz.
Tu fazes parte do meu tronco.
Tu regas os meus ramos para eu crescer e descobrir o vazio.
Tu desenhas cada folha para que eu agite os meus desejos e afectos.
Tu dás me a vida para eu crescer e não parar de te surpreender.
A gota de chuva perde-se.
O floco de neve derrete-se.
O raio de sol queima.
Tu choves em mim beijos que me regam e que a minha pele geme.
Tu nevas em mim o frio que se torna quente cada vez que me tocas fazendo-me tremer de luxúria.
Tu banhas-me de sol cada vez que sorris com a minha imagem nos teus olhos deixando-me cativa de ti.
Do que me importa a árvore ou a chuva?
Do que me importam as folhas ou os raios do sol?
O que me importa é a presença do teu corpo junto a mim.
O que me importa é a espuma do teu ser na minha alma.
Tremo.
Tremo de frio, o frio das saudades de me tocares.
As saudades são como punhais que massacram o meu coração que grita o teu nome.
Ardo.
Ardo em fogo, o fogo do reencontro de te unires a ti.
As saudades são como chamas que me queimam cada vez que apareces no meu pensamento nos dias sem ti.
Planta a tua semente na minha alma e nunca a abandones.
Puxa-me, leva-me, navega-me, toca-me, banha-me com os teus lábios sedentos de amor.
Olho-te por entre a multidão e só te vejo a ti.
E, de tão longe, puxei-te para mim como se me pudesses tapar do frio.
E finalmente repousaste exausto.
Exausto de chamares por mim no fim no universo quando eu te procurava para lá disso.
Repousas agarrando-me como se fizesse parte da tua carne.
Exausto de procurares o meu sangue já vive junto ao teu.
Descansa, meu respirar que jamais sentirás o frio.
Descansa, meu pulsar que jamais te deixarei sem um beijo quente.
Dos meus braços e lábios só sentirás o que não acaba.
Escrevemos na pele um poema diferente sempre que nos tocamos perdidamente.
(resposta a um desafio pedido usando a frase 'E, de tão longe, puxei-te para mim como se me pudesses tapar do frio')
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Sou do contra
Não gosto de imposições.
Amo quando me apetecer e não quando o São Valentim mandar.
E ponto final.
Sou do contra... eu sei.
Sou de Marte :-)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Upss que é difícil
Andar nas nuvens não é nada fácil.Aquilo é tão fofo em alguns sítios ai que lá vou eu e fico parcialmente enterrada. Com a cabeça de fora que nem um caracol!
Mas sei que é muito bom andar nas nuvens.
Ainda não descobri é o porquê. Mas chego lá.
Isto de andar nas nuvens é divertido.
Gosto de pular como se estivesse num trampolim. E depois lá me dá um desequilíbrio (sou muito distraída) e enfio a cabeça nas nuvens.
A imagem não é das melhores: de pernas para o ar, a dar a dar, e cabeça enfiada que nem uma avestruz. E quando consigo libertar-me, sai a cabeça tipo rolha, poooop, toda zonza e molhada da humidade.
Isto de andar nas nuvens tem o seu segredo.
Caminho de mãos atrás das costas e de repente passa uma nuvem apressada por mim e fico que nem um pinto, toda molhadinha. Lá tenho de me virar para o Sol para secar. Essa é a parte boa da coisa ;-)
Mas o mais bonito é sentar-me à beira das nuvens, de pernas pendentes e a baloçar, e ver o por do sol. Lindo, inesquecível e faz-me suspirar.
Depois vem a noite e aquilo nas nuvens fica um bocado escuro. Mas eu ligo as estrelas e já me sinto mais aconchegada.
Isto de andar nas nuvens tem o seu quê de estranho.
Ainda não percebi porque ando aqui. Sabe bem, sem dúvida mas é algo solitário.
Isto de andar nas nuvens é meio doido.
Só me apetece pular, rolar e beijar. Passa-se qualquer coisa estranha para eu andar assim.
Outro dia de tanto pular por ouvir uma música na minha cabeça, fiquei pendurada agarradinha à borda e a olhar para a malta lá em baixo. Ui que foi cá um susto!
Isto de andar nas nuvens tem uma razão.
E eu ainda não descobri qual.
Ohhh!
Humm...
Afinal já percebi o que aqui estou a fazer...
Estou aqui para te encontrar porque perguntavas o mesmo quando esbarrámos de costas.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Ohhhhhh...You don't know me
Tu não me conheces.
Tu só conheces o que eu deixo que conheças de mim...
ou, então, o que queres conhecer de mim.
Mas o melhor ainda está para descobrires.
Michael Buble - You don't know me
You give your hand to me
Then you say hello
I can hardly speak
My heart is beating so
And anyone can tell
You think you know me well
But you don't know me
No, you don't know the one
Who dreams of you at night
And longs to kiss your lips
And longs to hold you tight
Oh I'm just a friend
That's all I've ever been
'Cause you don't know me
I never knew
The art of making love
Though my heart aches
With love for you
Afraid and shy
I've let my chance to go by
The chance that you might
Love me, too
You give your hand to me
And then you say good-bye
I watch you walk away
Beside the lucky guy
No, no, you'll never ever know
The one who loves you so
Well, you don't know me
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Sou doida
Sou doida porque me fazes telefonar para o céu para te encontrarem nas nuvens.
Sou doida pelo teu toque que conhece tão bem cada ângulo dos meus cantos.
Sou doida porque queimo o teu fogo sem nunca arder.
Sou doida porque só me apetece ser a única palavra no teu livro favorito.
Sou doida pela sombra que fazes quando me proteges da escuridão escaldante.
Sou doida porque alimento o riso que me provocas sem eu esperar.
Sou doida porque és a maçã mais alta daquela árvore e porque só a ti te quero.
Sou doida porque te culpo por querer ser feliz nem que seja um segundo antes de morrer
Sou doida pelo canto do teu olho que contém as lágrimas das minhas ausências.
Sou doida porque já te aconcheguei à volta do meu coração.
Sou doida porque cosi o teu sorriso ao meu casaco para nunca sair de mim quando estou com frio.
Sou doida porque quero gritar à janela o teu nome letra por letra.
Sou doida pelo teu respirar junto a mim que me dá o ar que me purifica.
Sou doida porque apetece-me ir ao fim do mundo e voltar só para dizer a todos que tu existes.
Sou doida porque destapo-me e vejo-me coberta de ti.
Sou doida porque não sufoco quando flutuamos dentro do oceano.
Sou doida porque não quero parar o bater desenfreado ao que o meu coração me habituou quando te vejo.
Sou doida porque sorrio na rua quando sei que me escreves.
Sou doida porque quando falo com a lua sei que fazes o mesmo
Sou doida porque não acredito em tudo mas acredito que és o TU do meu TUDO.
Sou doida pelo brilho dos teus olhos quando me olhas do horizonte.
Sou doida porque antes de ti eu nada significava.
Sou doida porque percebi que descobri uma estrela brilhante no meio da areia.
Sou doida porque estupidamente acredito que nasceste com o propósito de me ensinar a felicidade.
Sou doida pelas letras que trocamos mesmo que nunca façam palavras.
Sou doida porque nunca fui tão doida por ser a doida que quero ser.
Sou doida porque te quero e não sei se te posso ter.
Sou doida porque ainda não me apercebi do que todos já se aperceberam.
Sou doida porque ainda acredito no amor.
Sou doida porque só me apetece ser a doida que acabei de descrever.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A importância do toque
Que importante é que não me deixa repousar sem perder instantes a te lembrar.
Imóvel, nu, em pé, perante mim, de braços pendidos e olhas... olhas despindo-me completamente de corpo e alma.
Eu, do outro lado do quarto, admiro-te presa no teu olhar. Sem conseguir libertar-me, respiro devagar mas sinto o coração acelerado ansiando por ti.
Desprovida de tudo, nua, sou uma estátua à espera que me esculpes e dês arte.
Semicerras os olhos e caminhas devagar parando a meio e fazendo-me torturar pela ausência do teu toque.
Chegas a mim mas não me tocas.
Respiras perto dos meus lábios, passas para as minhas costas e sussurras bem junto ao ouvido: Não te mexas.
A minha respiração acelera e fico à espera.
Aguardo.
Mas tu nada fazes.
Espreitas.
Vejo-te o rosto nos arredores do meu ombro.
Levantas a mão e no que parecia ser o inicio do toque paras no ar e deixas a mão aberta como que a tentar-me loucamente.
Aguardo.
Aguardo tremendo.
Aguardo em vão sempre a olhar-te nos olhos.
Fechando-os, baixas a mão.
A pensar que desistes... suspiro.
Sinto então o teu toque suave, de raspão, pelas minhas costas abaixo até chegares ao monte onde elas terminam.
Arrepio-me esticando o peito.
Tu... sorris vitorioso e afastas-te.
E deixas-me ali em agonia pela importância do teu toque.
(resposta a um desafio pedido usando a frase 'A importância do toque')
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Conversei com o Mar
Hoje não aguentei mais e tive de te ir ver, Mar.Caminhei, caminhei e finalmente senti a areia afagar-me os pés.
Estava junto de ti... meu Mar.
Comecei a correr para chegar mais depressa junto a ti!
Parei e senti o teu canto.
Respirei fundo e larguei uma lágrima de satisfação por estar a ver-te e a ouvir-te tão bem.
Preciso contar-te umas coisas, pedir-te uns conselhos.
Podes ajudar-me?
Podes ajudar esta mulher que se despe de tudo perante ti procurando ajuda?
Como dizer a alguém que não sai da minha cabeça como as estrelas não saem do céu?
Como dizer a alguém que anseio por um beijo porque jamais deixarei de sentir o seu calor?
Como dizer a alguém que desejo os seus abraços que me enchem do impulso de uma onda e da suavidade de uma pena? Diz-me Mar, como dizer a alguém que quero que sinta o meu amor mesmo que nunca o tenha conhecido?
Como dizer a alguém que tenho fome da sua pele junto à minha como tenho do quente no inverno?
Como dizer a alguém que sempre que me sorri eu deixo de sentir o coração porque já não é meu?
Como dizer a alguém que não tenho lugar para guardar as saudades quando não o vejo?
Como dizer a alguém que se pegar na minha mão nem a escuridão me tira a luz?
Como dizer a alguém que é o meu cosmos e não um mero planeta?
Como dizer a alguém que sou uma melhor pessoa com a sua presença na minha vida?
Como dizer a alguém que nada mais tenho para lhe dar a não ser este sopro que é a minha vida?
Diz-me Mar, como vou ser capaz de lhe contar tudo isto se tenho tanto medo de lhe dizer?
Não tenho coragem de lhe revelar.
Tonta?
Talvez o seja, Mar.
Ajuda-me.
Ajuda-me a contar-lhe tudo isto que te contei.
Mar?
Mar?...
Porque estás tão calado?
As ondas dizem-me para olhar para trás. O que tens para me mostrar?
Tremo assim que te vejo ali junto a mim.
Coro de vergonha porque sei que ouviste tudo o que disse.
Expus-me demais, fiquei indefesa perante ti.
Quero desaparecer por tão envergonhada que estou.
Cubro a cara com as mãos e começo a correr.
Mas tu seguras-me pela mão e puxas-me contra ti.
Abraças-me como se nunca mais me quisesses deslargar.
E eu quase que desfaleço ao te sentir.
Abres a minha mão e na sua palma depositas uma concha.
De repente, fica tudo escuro.
Abro os olhos e percebo que estou deitada na minha cama, sozinha.
Suspiro.
Afinal tudo não passou de um sonho.
Viro-me para olhar para a janela e então reparo que na minha mão estava a tua concha.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Marcomé - Time to Follow
Descobri esta música e achei óptima para se ouvir num final de tarde a admirar o pôr-do-Sol.
Marcomé - Time to Follow
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Sorrir é
Sorrir é abrir a porta do coração.
Sorrir é chamar sem dizer nada.
Sorrir é dizer tudo sem palavras.
Sorrir é tocar nas memórias para sempre.
Sorrir é iluminar a estrela do teu rosto.
Sorrir é amar e não querer dizer a todos mas só a ti.Sorrir é viajar ao céu quando sorris só para mim.
Sorrir é dizer que se está bem mesmo que a tempestade não passe.
Sorrir é o presente mais delicado que existe na loja do coração.
Sorrir é eliminar o frio sem uma única chama.
Sorrir é combater a tristeza sem tréguas.
Sorrir é o afago dos afectos sem um único toque.
Sorrir é dar algo inesgotável.
Sorrir é escrever uma carta sem nunca juntar letras.
Sorrir é misturar o que não se pode misturar e criar a novidade.
Sorrir é um ponto de luz num dia de Sol.
Sorrir é saber que se voa e não nos importarmos que não temos asas.
Sorrir é encontrar um tesouro e o querer partilhar.
Sorrir é estar perto apesar da distância não ter fim.
Sorrir é saltitar por dentro e ninguém saber a não ser... tu.
Sorrir é dizer aos lábios que eles têm quem os veja.
Sorrir é o não beber e ficar embriagado.
Sorrir é ir de A a Z sem passar por todas as letras.
Sorrir é uma linguagem universal e eterna.
Sorrir é esperar e chegar lá.
Sorrir é ter um rio que se torna oceano.
Sorrir é ter o passado, o presente e o futuro num só instante.
Sorrir é arrepiar porque me sorris também.
Sorrir é arriscar e ganhar.
Sorrir é sentir-se rodeado de uma força feroz e pacífica.
Sorrir é fazeres sonhar com o coração porque os lábios já são pequenos demais para mostrar o sorriso que anda dentro de mim.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Regina Spektor - Fidelity
Quando vivemos uma vida a preto e branco e alguém entra por ela de modo inesperado e verdadeiro, começamos a ver milhares de cores.
O preto e o branco passam para o plano secundário.
Descobri esta música numa sugestão num site e achei um piadão à maneira como ela canta o refrão. Uma canção alegre e de esperança para que todos encontrem o seu colorido ;-)
Regina Spektor - Fidelity
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Cortina
Escrevo sobre a mesa mas o raio de luz incide sobre a minha perna semi-estendida para o lado.
Tu, olhaste para a luz que me acariciava daquela maneira e levantaste o olhar do livro que lias.
Semicerraste os olhos e subindo o olhar até à minha anca, imaginaste como seria tocar ali.
Pousas o livro devagar e aproximas-te de mim, colocando-te de joelhos e chamando, desse modo, a minha atenção.
Quis falar mas colocaste o dedo nos meus lábios pedindo-me silêncio.
A outra mão começou a percorrer o caminho do raio de sol desde o pé até ao cimo da perna.
O toque quente e sensual da tua mão faz-me sorrir e adivinhar o que desejas.
Aquele raio fez nascer em mim uma tentação do teu desejo.
Sem me dares tempo de reacção, puxas-me para o chão e começas a banhar-me com os teus próprios raios junto daquela cortina semi-aberta.
Respirando profundamente, estico o braço até à abertura e, tu, dominando-me, agarras-me na mão e levas-me para a escuridão.
Sentas-me em ti e fechas-me as pálpebras beijando-me o pescoço aberto com o meu inclinar de cabeça.
O raio ilumina-te e sei que chegaste lá antes de mim.
Deixo-me cair para trás e banhada por aquele raio agarro-me às pontas da cortina e deixo sair o meu sopro interno.
Deitas-te sobre mim e sorris beijando-me calmamente.
Olhas para a sombra e a luz que me decora o rosto e adormeces no meu peito.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Procuro um coração
Ando de rua em rua.Recolho mágoas e lamentos, enganos e desilusões.
Mas o que quero é encontrar alguém q queira dar-me o seu coração.
Navego em mares novos com receio.
Tenho medo de me apaixonar por ti.
Tenho medo que partas sem palavras ou olhares.
Quero-te no meu mundo dos segundos e minutos e das longas horas.
Será que aguentas com o meu coração lamechas, sensível, carente, feroz, forte, calmo, criativo, alegre, melancólico mas acima de tudo sincero?
Sou capitã da minha alma e almirante do meu coração e quero-te General das minhas tropas.
Parada no meio da rua, olho as janelas e não te vejo.
A rua parece não ter fim... é longa demais.
Onde andas coração?
Estás longe, eu sei.
A minha vontade deseja-te aqui a meu lado derrotando a distância.
Viro a cabeça e vejo-te junto de mim sorrindo.
Pegas na minha mão e começas a caminhar levando-me.
Apetece-me gritar o que sinto por ti abrindo o peito para este coração tonto falar.
Mas tu sabes.
Tu sabes.
Tu sabes porque o teu coração já está ligado ao meu.
Será que desta vez é real?
Serás tu o coração que procuro?
Só faltas tu na minha vida.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Desta vez quero tudo
O destino tem destas coisas, gosta de me testar ocasionalmente.Limpei algum lixo no meu caminho e decidi fechar algumas ruas que não me levavam a lado algum, e por incrível que pareça, o sol apareceu por entre as arvores.
Aqueceu-me, dando-me forças e esperança.
Avanço agora por novos caminhos e neles encontro contentamento como nunca encontrei.
Sinto,
sei,
que desta vez vou ter tudo.
Sinto que desta vez vou ser a protagonista das peças em cena.
Deixei de estar nos bastidores, usada quando era conveniente, para vir à frente do palco.
Nestas peças, estendo a mão e sei que vou encontrar alguém que a vai mimar e também segurar quando necessitar de consolo.
Desta vez... quero tudo.
Desta vez, vou ter tudo a que tenho direito porque já desafiei o Destino tempo demais e ele finalmente olhou para mim.
Forças estranhas estão a mexer comigo.
Mas desta vez é para ser a Minha vez.
Desta vez, vou sentir a brisa da ventura.
Desta vez, sei que vou ser quem eu sempre precisei ser.
Mas não será o Destino afinal um conjunto de decisões nossas?
