O beijo começa com o B e depois passa para o E, junta-se ao I, chama do J e termina com o gordinho O. Mas o beijo é mais do que uma palavra.
O beijo, é uma dádiva de carinho, é um pedido de perdão, é uma arma de sedução, é um lamento, é um forte poder, é um apoio, é uma prenda, é um choro, é um grito, é uma traição, é um consentimento, é uma história, é um sim, é um não, é um arrepio, é uma dor, é um pedaço de amor.
Muitos, não passam sem eles. Muitos, não ligam a quem os dá. E ainda há os que dão por dar sem quererem saber o seu significado. E ainda há aqueles que morrem um pouco cada vez que dão um beijo a quem gostam e recebem a indiferença. E depois, há os que se arrepiam cada vez que os lábios tocam. E depois, há os que fazem parar o tempo imortalizando o momento.
Mas o pior, é quem nunca soube o seu gosto. Mas o pior, é quem nunca sentiu um beijo.
Vejam como se pode brincar com os códigos de barras de uma forma criativa e original. Quem disse que aqueles riscos feiosos não podem ser arte? Design Barcodes!
... e começar a sentir-me a flutuar levada pela leve brisa que as nuvens enviaram. Devagar, subo, deixando a terra cada vez mais longe. Medo? Ná... Sinto uma onda de leveza e paz que me faz rodopiar dançando no ar. Oiço aquela canção que me dá asas. Será por isso que voo? E porque voo eu? Porque por vezes quero estar longe da realidade e voo. Porque por vezes quero encontrar o que procuro noutros lugares. Tenho vontade de te encontrar por detrás das nuvens perdido como eu. Tenho vontade de te encontrar quando as nossas mãos, por acidente, se tocam. E aí... tudo parece parar. Até o tempo.
Descemos, devagar, de rostos colados... e deitamo-nos no relvado olhando o céu de onde partimos no inicio.
A fada olhava pensativa para um conjunto de pincéis que estavam à sua frente. As cores também já estavam preparadas. Encostou a ponta do pincel à boca e semicerrou os olhos. As asas baixaram-se, descansando. Esticou o braço e começou a pintar. Pincelou uma zona com um belo azul celestial. Depois, pintalgou umas manchas brancas, outras rosa e mais algumas de amarelão. Trocou de pincel e foi a vez do vermelho. Pegou no verde e pintou várias zonas, uma delas, no alto de uma colina. Não satisfeita, pintou mais 6 colinas. Agarrou no boião do castanho e desenhou um castelo. Sorriu satisfeita com o trabalho. Estava a correr bem. Mas ainda não estava completo. Foi buscar novamente o vermelho e pintou os traços que logo mostraram uma ponte. Pegou no pincel cheio de azul e verde, misturou as duas cores e nasceu um rio. Foi buscar outra vez o verde e pintalgou mais umas manchas. Rectificou os brancos.
Afastou-se e mostrou um grande sorriso no rosto. As asas mexeram-se e elevaram-na um pouco no ar para admirar melhor a sua obra. - Pronto! Agora já a posso fotografar. Pegou na sua varinha mágica e uma bela foto ficou pendurada no ar. - Vou chamar Lisboa. E vai ser a minha cidade. E vai gostar muito de ser fotografada!!
O silêncio das árvores quando o vento passa das nuvens no céu do crescer do meu filho do flutuar no mar dos raios de sol na minha cara da música que ainda não foi criada do amor que ainda não conheci
Apetecia-me ouvir o silêncio do fechar dos olhos do passar do sangue nas minhas veias do toque de uma mão dada do limpar de uma lágrima do olhar as minhas rugas do tocar as linhas na minha mão
para então... nesse silêncio só ouvir a voz do meu coração.
Conhecer-te foi decisão do destino. Estarmos juntos foi decisão nossa. Mas sentir o que sinto em cada toque teu foi decisão minha.
As muralhas que construi derrubaste-as quando te deixei entrar. Todas as regras que quebrei e que tenho quebrado é um risco meu. Tu és tudo o que preciso e mais ainda...
Afinal, és a luz que encontrei quando me deixei afundar no escuro e frio fundo do mar. És o meu suspiro de vida. Um suspiro que parte sempre que deixas a saudade em teu lugar.
Quero ser um rio para percorrer o teu corpo e saciar a fome de beijos. Quero ser um rio para te passar com o quente do sol enchendo de doce da água cada canto da tua pele. Quero ser um rio para viajar por entre as raízes da tua alma que tocam na corrente que me leva o mar. Quero ser um rio para me agarrar a uma tua rocha e sentir o teu toque agarrando-me firme. Quero ser um rio para rebentar com as terras que me separam de ti.
Esta canção tocou-me recentemente: pela batida (que parece o bater de um coração) pela melodia (que parece nos levar a voar) pela letra (que parece nos tocar no espírito)
Remember those walls I built Well, baby they're tumbling down And they didn't even put up a fight They didn't even make up a sound I found a way to let you in But I never really had a doubt Standing in the light of your halo I got my angel now It's like I've been awakened Every rule I had you breakin' It's the risk that I'm takin' I ain't never gonna shut you out Everywhere I'm looking now I'm surrounded by your embrace Baby I can see your halo You know you're my saving grace You're everything I need and more It's written all over your face Baby I can feel your halo Pray it won't fade away I can feel your halo halo halo I can see your halo halo halo I can feel your halo halo halo I can see your halo halo halo Hit me like a ray of sun Burning through my darkest night You're the only one that I want Think I'm addicted to your light I swore I'd never fall again But this don't even feel like falling Gravity can't forget To pull me back to the ground again Feels like I've been awakened Every rule I had you breakin' The risk that I'm takin' I'm never gonna shut you out Everywhere I'm looking now I'm surrounded by your embrace Baby I can see your halo You know you're my saving grace You're everything I need and more It's written all over your face Baby I can feel your halo Pray it won't fade away I can feel your halo halo halo
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I want to feel your halo... in every breath you make me...
... após mais uma desilusão que não merecia, e em que só me apetece dar uma boa lição à moda do antigamente, veio-me à cabeça o seguinte cenário:
Numa outra vida terei sido um guerreiro escocês que andou algures por terras das Cruzadas. Rebelde, indomável, forte mas amigo do seu amigo, não admitia falhas de lealdade nem tão pouco traições ou mentiras. Esse guerreiro, de barbas e cabelo ruivo, decidiu ir ajustar contas com uma certa pessoa que havia quebrado uma regra da sua amizade. Ninguém o travou e todos ficaram em silêncio porque sabiam que quando ele se enraivava daquela maneira tinha razão. Deixaram-no ir, nos seus passos decididos e ameaçadores. Conheciam quem o tinha provocado e sabiam o que iria acontecer. A luta foi rápida e feroz. O guerreiro, cheio de lama, mas de honra sarada, caminhou de volta para o seu canto deixando o outro ali deitado, atordoado, derrotado. Chegou, sentou-se, passou com as mãos pelo cabelo e barbas desgrenhadas e, perante os olhares cúmplices e de felicitação dos companheiros de armas, bebeu uma caneca de cerveja de um gole. Bateu com a caneca na mesa e mostrou um sorriso de satisfação por ter dado uma lição a quem merecia!
Quero estar viva para abraçar o meu filho e ouvir as suas palavras para tocar com os pés na terra acabada de receber a chuva para sentir as pulsações quando oiço aquela música que me chega ao coração para querer amar e ser amada para olhar para o que ninguém vê para tirar todas as fotografias que ainda não tirei para falar horas com aquela amiga que mais parece sangue do meu sangue para olhar para as rugas do meu corpo e lembrar-me de histórias que elas contam para desfolhar um livro e devorá-lo como se devora a fome para sentir prazer em pequenos nadas que criam o tudo para sentir a energia da vida dentro do meu espírito rebelde para sentir o crescer de um campo de margaridas para passear por entre as árvores e ouvir o seu sussurrar para mim para seguir os meus sonhos para olhar para a Lua e ouvir os seus conselhos para nunca me deixar prostrada de desespero para a prender com os erros e desilusões
quero estar viva para descobrir quem sou e só há um sentido único para isso: VIVER!
A receita para o Amor... Curioso não? Será que o Amor necessita, desculpem, tem mesmo de ter uma receita? Eu até acho que sim. Como diz uma certa canção: um pouco de mim com um pouco de ti, junta-se uma pitada de céu estrelado e uma dúzia de rosas. Depois, deixa-se apurar por uns tempos e eis que se tem a receita para fazer amor.
Se fosse assim tão fácil... eheheh
(A canção chama-se Recipe for Love e é cantada por Harry Connick Jr.)
Desfolho um livro mas nada consigo ler. As letras e palavras passam pelos meus olhos mas não as leio. As únicas palavras que passam pelo meu pensamento são as palavras que te queria dizer. Existe uma simples palavra, poderosa, que nunca se deve dizer por dizer. Quando assim é, de nada vale, senão como meras letras juntas.
Dir-te-ei um dia, quando achar que a deves ouvir da minha boca... quando achar que adeves ler na minha mão.
A letra desta canção tem um grande significado para mim...
(...) I will love again, Though my heart is breaking, I will love again, Stronger than before, I will love again, Even if it takes a lifetime to get over you (...)
Naquele dia a fada andava atarefada de volta de uma enorme arca que tinha em casa. Alta e profunda, ela conseguiu abrir a tampa com algum esforço. Era pesada! Com as asas a baterem rapidamente, flutuava no ar para conseguir chegar mais a fundo naquela arca. - Ohh! - exclamou entusiasmada. Bateu com a cabeça no rebordo da tampa e reparou que aquela caixinha não era a que queria. Deixou-a para trás das costas. Ao cair no chão mostrou o que tinha escrito: Raiva. Depressa se evaporou. Cada vez mais enfiada na arca, a fada encontrou outra caixa. Olhou para ela intrigada e pousou-a no chão. Dizia: Dedicação. De perna no ar, debruçou-se novamente e retirou outra caixa. A esta, sorriu, mas voltou a colocar na arca. Dizia: Paixão. Irritada, atirou para trás das costas outra caixinha que encontrou. Trazia escrito: Traição. E não se importou que se desfizesse em pó. Detestava aquela caixa. Bateu lentamente com as asas e olhou para o interior da arca com tristeza. Não estava a encontrar o que queria. Coçou a cabeça e debruçou-se mais no interior da arca deixando as pernas a mexerem nervosas cá fora. - Ahhh, estou perto. - Disse ao limpar o pó a uma caixinha que dizia Amizade. Voltou a guardá-la no seu lugar. Completamente dentro da rude arca de madeira, a fada deu um grito de alegria. A sua cabeça apareceu e trazia um sorriso de canto a canto. Devagar, como se aquela pequeníssima caixa fosse algo precioso, voou para fora da arca com muito cuidado. Um caracol do seu cabelo insistia em fazer cócegas no nariz mas a fada não se importou. Pousou suavemente no chão da sala e levou a caixinha até perto dos olhos e disse: - Era disto que andava à procura.
Na caixa estavam escritas as seguintes letras: Amor.
Dá-me uma lágrima e dar-te-ei um rio. Dá-me uma folha e dar-te-ei um livro. Dá-me um sopro e dar-te-ei o vento. Dá-me uma palavra e dar-te-ei um poema. Dá-me um olhar e dar-te-ei a luz. Dá-me o ar e dar-te-ei o céu. Dá-me um punhado de terra e dar-te-ei uma montanha. Dá-me uma nota e dar-te-ei uma sinfonia. Dá-me um esboço e dar-te-ei uma pintura. Dá-me um passo e dar-te-ei o caminho. Dá-me um beijo e dar-te-ei o coração. Dá-me uma mão e dar-te-ei a alma. Dá-me um toque e dar-te-ei o meu corpo. Dá-me um suspiro e dar-te-ei a minha vida.
Bem podem cair gotas de chuva sobre mim, que ficarei seca. Bem pode soprar um furação, que eu não sairei do lugar. Bem pode o chão tremer, que eu não cairei.
Olhas para mim com aquele olhar, e eu, tremo, caio, voo e deixo-me ir.
Projecto Amália Hoje - A Gaivota Estou a adorar esta versão, entra na pele, dá vontade de cantar, cantar e voltar a cantar... ... é o que tenho feito: cantá-la: (...) Meu amor na tua mão, Nessa mão onde cabia Perfeito o meu coração (...)
Tens uma corrente no meu coração que puxas e afastas a teu belo prazer, e cada vez que o fazes, eu sangro. Até um dia. Até ao dia que eu não aguentar mais e cortar a corrente e deixar-me ir, sangrando em cada passo que der Estarei livre mas jamais te esquecei. A dor permanecerá para sempre num canto esquecido do meu corpo.
Era uma vez um caminho pintalgado de pedras por onde pés mágicos andaram de uma margem para a outra do lago. Debaixo da entrada de uma gruta e perto de uma ponte, uma figura saltitava como se fosse a primeira vez que passava por ali. A ponta dos dedos mal tocava na pedra fria. Nunca chegaram a procurar a água que as circundava. Até os peixes olhavam para ela. Sentado de pernas pendentes, o duende observava-a curioso e intrigado. Andava ali de um lado para o outro vezes sem conta. - O que procuras? - perguntou o duende - O caminho. - respondeu a fada. - Então porque andas de um lado para o outro e não avanças para um deles? - Porque tenho de encontrar o caminho. - E ainda não o encontraste? - Não. - Só podes escolher dois: ou ficas num lado ou no outro. Não saís do mesmo... - Estou a pensar. - Para qual ir? - Para qual não ir. - E porque não fazes isso quieta? Não te cansavas.
Sabes... ... nós vivemos numa grande biblioteca em que somos os livros nas prateleiras.
Saímos da prateleira quando alguém se apaixona por nós e nos pega para ler as histórias que temos nas nossas folhas.
Voltamos à prateleira quando desistem de nós. Mas por vezes, pura e simplesmente, deixam-nos cair no chão e ali ficamos... num corredor entre prateleiras... perdidos.
Mas há sempre quem passe e nos leve ao lugar para encontrarmos outro leitor ou leitora.